FUP celebra 73 anos da Petrobras de olho no futuro: soberania, indústria e transição energética
Por Leonardo Sobreira — Brasil 247
247 – Setenta e três anos após sua criação, a Petrobras chega ao aniversário, neste sábado (3/10), diante de um desafio estratégico: ampliar sua contribuição para o desenvolvimento do país. Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o futuro da companhia passa por uma atuação integrada, pela valorização dos trabalhadores, pelo fortalecimento da indústria nacional e por uma transição energética capaz de aproveitar a capacidade tecnológica construída pelo setor de petróleo e gás.
Criada em 1953, a partir da mobilização em torno da campanha “O petróleo é nosso”, a Petrobras tornou-se uma das maiores empresas de energia do mundo e referência internacional em exploração em águas profundas e ultraprofundas. Em 2025, a companhia alcançou produção de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
“A Petrobras completa 73 anos às vésperas do primeiro turno das eleições que debatem o futuro do país. A FUP defende que as riquezas do Brasil não podem ser entregues para outros países, uma vez que não cabemos no quintal de ninguém”, afirma Cibele Vieira, coordenadora-geral da FUP.
Essa visão se traduz em investimentos e iniciativas que reforçam o papel estratégico da empresa na soberania e no desenvolvimento do país. Em seu Plano de Negócios 2026–2030, estão previstos investimentos totais de US$ 109 bilhões em exploração e produção, refino, gás, fertilizantes, petroquímica, biocombustíveis e negócios de baixo carbono, com potencial para gerar e sustentar 311 mil empregos diretos e indiretos e contribuir com R$ 1,4 trilhão em tributos.
Para a FUP, esse volume de recursos reforça a importância de uma Petrobras integrada, com atuação “do poço ao posto”, fortalecendo o refino, a indústria naval, a pesquisa, a inovação e a geração de empregos no país.
A política energética também está diretamente ligada à soberania alimentar. Ao mesmo tempo, a transição energética abre oportunidades para que o conhecimento acumulado pela Petrobras seja convertido em novas atividades econômicas, tecnologia e empregos.
Soberania, recursos e desenvolvimento: da produção de alimentos às novas cadeias produtivas
Energia e produção de alimentos estão diretamente conectadas. Os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, têm no gás natural uma de suas principais matérias-primas, o que torna sua produção estratégica para a agricultura brasileira. Segundo a federação, ampliar a fabricação nacional desses insumos é fundamental para reduzir a dependência externa, fortalecer a agricultura e aumentar a segurança alimentar do país.
A transição energética também amplia a importância de minerais como lítio, terras raras, níquel, grafita, cobalto e manganês, essenciais para baterias, veículos elétricos e tecnologias de baixo carbono. Na avaliação da FUP, o desafio brasileiro é ir além da exportação de recursos naturais, agregando valor por meio do processamento, da pesquisa, da inovação e da geração de empregos.
As riquezas geradas pelo petróleo e por outros recursos estratégicos devem contribuir para o desenvolvimento social e econômico do Brasil, segundo a entidade. O Fundo Social do Pré-Sal, por exemplo, destina recursos para áreas como educação, saúde, ciência e tecnologia, infraestrutura e segurança alimentar.
Essa mesma lógica, na visão da FUP, deve orientar a transição energética, aproveitando a infraestrutura, o conhecimento e a capacidade tecnológica acumulados pela indústria de petróleo para impulsionar biocombustíveis, fontes renováveis, pesquisa e inovação.
Soberania significa ter capacidade de decidir sobre os recursos estratégicos do país e transformar essa riqueza em desenvolvimento. No contexto das eleições de 2026, a Federação sustenta que o debate sobre o futuro do Brasil passa também pela definição do papel do Estado na gestão dessas riquezas e pela forma como elas serão utilizadas em benefício da sociedade.
Fonte: Brasil 247