Fórmula 1 voltará a ter um GP no continente africano após 37 anos; saiba onde e quando
Por Esporte News Mundo — Carta Capital
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Circuito projetado por Alex Wurz e Hermann Tilke promete curvas de alta e média velocidade; previsão de inauguração é para 2030 ou 2031
A Fórmula 1 voltará a ter um Grande Prêmio no continente africano a partir de 2030 ou 2031, 37 ou 38 anos depois da última corrida na África do Sul. Desta vez, o país anfitrião será Ruanda, país localizado na região centro-oriental, cuja organização da principal categoria do automobilismo formalizou um contrato de dez anos e anunciou nesta terça-feira (13).
De acordo com o jornal espanhol AS, Jesús Balseiro, o circuito será construído no distrito de Bugesera, na cidade de Nyamata, a 40km a sul da capital de Ruanda, Kigali. O circuito, projetado pelo ex-piloto austríaco Alex Wurz com colaboração de Hermann Tilke, arquiteto e designer de circuitos de automobilismo, terá curvas de média e alta velocidade, inspirado em circuitos como o de Interlagos.
Este será o quarto circuito do continente africano a receber a Fórmula 1 e o primeiro no século XXI. Anteriormente, a modalidade contou com duas corridas em Marrocos, em Ain-Diab, nos anos 1950, e na África do Sul, com edições em diferentes anos entre 1962 e 1993 nos circuitos Prince George, em East London, e Kyalami, em Joanesburgo.
BREAKING: Formula 1 returns to Africa with 10 year agreement to race in Rwanda
The African Grand Prix is set to join the F1 calendar in the early 2030s
#F1 https://t.co/IlsKseMnNa
— Formula 1 (@F1) October 13, 2026
Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, definiu o anúncio como “um marco histórico” e reforçou a presença da Fórmula 1 em todos os continentes do planeta: “Com a entrada de Ruanda no calendário a partir da próxima década, nosso esporte terá corridas em todos os continentes habitados, aproximando o Campeonato Mundial como nunca antes dos fãs em todo o mundo“.
O diretor executivo também agradeceu a Paul Kagame, presidente de Ruanda desde 2000 e idealizador da vinda da modalidade ao país: “Isto vai muito além de sediar um Grande Prêmio. Juntos, podemos criar benefícios econômicos e sociais duradouros por meio do turismo, investimento, desenvolvimento de habilidades e crescimento dos negócios locais, garantindo que o impacto positivo deste evento seja sentido por gerações“.
Domenicali também evidenciou o impacto da Fórmula 1 no continente africano: “Para os nossos fãs, este é um momento especialmente emocionante. A África abriga mais de 100 milhões de fãs de Fórmula 1, e esse número continua a crescer rapidamente. Estamos trazendo a emoção, a energia e o drama da Fórmula 1 para mais perto de milhões de pessoas que esperaram muito tempo para ver o nosso esporte retornar ao continente, e estamos ansiosos para escrever juntos um novo e emocionante capítulo“.
A Fórmula 1 teve seu último Grande prêmio no continente africano em Kyalami, no ano de 1993. Naquela ocasião, Alain Prost, à época na Williams, foi o vencerdor, enquanto Ayrton Senna (McLaren) e Mark Blundell (Ligier-Renault) complearam o pódio.
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Fonte: Carta Capital