Flávio Bolsonaro promete radicalizar segurança e diz que modelo de El Salvador ‘é pouco’

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, prometeu ampliar a capacidade prisional do Brasil com a criação de mais de 500 mil vagas em presídios e defendeu o endurecimento das penas para crimes como estupro, abuso sexual e roubo de celulares. As declarações foram dadas durante um evento realizado na cidade de São Paulo nesta terça-feira (13).

Durante o discurso, o parlamentar defendeu uma política “radical” na área de segurança pública e citou conversas com o senador eleito e deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para estruturar suas propostas. “E aqueles que acham que eu sou radical na segurança pública, vocês não viram nada ainda. Eu já estou trocando uma ideia com o Derrite, já tenho trocado umas ideias com o Derrite, porque eu estou achando que El Salvador é pouco”, declarou Flávio, em referência direta às diretrizes adotadas pelo presidente salvadorenho Nayib Bukele.

Entre as medidas apresentadas pelo candidato do PL está a defesa da castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças, acompanhada da ampliação do tempo de reclusão. Para os casos de roubo de telefones celulares, Flávio afirmou que pretende propor alterações na legislação para fixar uma pena mínima de oito anos de prisão. “Vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar para dar valor a como é difícil comprar um celular”, afirmou, ressaltando que pretende expandir a infraestrutura penitenciária do país para viabilizar essas ações.

A referência citada pelo senador baseia-se no modelo implementado por Nayib Bukele em El Salvador, que combina prisões em massa, aumento de penas e a ampliação dos poderes das forças de segurança no combate às gangues criminosas. Desde março de 2022, o país da América Central mantém um regime de exceção que resultou na detenção de dezenas de milhares de pessoas. A estrutura local conta com o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), um megapresídio projetado para abrigar até 40 mil detentos.

Além do encarceramento massivo, a estratégia salvadorenha passou a adotar a realização de julgamentos coletivos. Em abril de 2026, a Justiça de El Salvador deu início a um processo unificado contra 486 supostos integrantes da gangue Mara Salvatrucha (MS-13), acusados conjuntamente por mais de 47 mil crimes praticados entre os anos de 2012 e 2022. A medida foi defendida por Bukele sob o argumento de que as lideranças das organizações criminosas devem responder integralmente pelos atos cometidos por seus membros, comparando o mecanismo aos princípios aplicados nos julgamentos de Nuremberg.

Fonte: Brasil 247

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