Trump anuncia ‘enorme operação’ de petróleo, gás e minerais na Groenlândia
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada desta quarta-feira (14) a realização de uma “enorme operação” de exploração de petróleo, gás e minerais na Groenlândia, região autônoma vinculada à Dinamarca que tem sido alvo frequente de suas investidas. No mês passado, durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), os governos dos dois países já haviam anunciado um acordo sobre o território.
Segundo o líder norte-americano, a quantidade de petróleo facilmente acessível na ilha é “muito superior à de quase qualquer outro lugar do mundo”. Apesar da declaração, Trump não explicou detalhes de como vai funcionar a logística de exploração e nem precisou a data em que os trabalhos serão iniciados.
Além do aspecto econômico e extrativista, o termo assinado com a Dinamarca autoriza a construção de duas novas bases militares na região e estabelece que nenhum outro país — com exceção dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — terá permissão para manter presença militar no território da Groenlândia. O objetivo central de Trump é utilizar a localização estratégica da ilha para replicar o domo de ferro, conhecido sistema de defesa antimíssil israelense.
Ao defender a medida, Trump destacou o valor geoestratégico da área para a segurança do país: “qualquer ataque futuro aos Estados Unidos teria de passar pela Groenlândia, onde nosso sistema de defesa interceptaria rotineiramente drones, mísseis ou qualquer outra forma de armamento ainda nem sequer conhecida. Isso nos proporciona tempo, localização e visibilidade como em nenhum outro lugar do mundo!”.
O interesse das autoridades norte-americanas sobre a ilha não é recente. Durante seu primeiro mandato na presidência dos EUA, entre os anos de 2017 e 2021, o republicano já havia expressado abertamente a intenção de comprar a Groenlândia e anexá-la ao território estadunidense. Ao retornar à Casa Branca para o segundo mandato, em janeiro de 2025, o presidente intensificou a pressão e passou a fazer ameaças diretas sobre o uso de força para assumir o controle da região.
Fonte: Brasil 247