Flávio Bolsonaro promete corte de R$ 200 bi e Lula questiona “quem vai pagar a conta”

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – O presidente Lula (PT) cobrou publicamente explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, sobre de onde sairiam os recursos para cumprir a promessa de redução de R$ 200 bilhões nas despesas orçamentárias anunciada pelo parlamentar. Em publicação realizada nas redes sociais, o chefe do Executivo enfatizou a urgência de dar transparência à medida para que a população compreenda os impactos diretos do corte no orçamento público e saiba exatamente de onde sairá essa quantia.

O mandatário manifestou preocupação sobre o risco de desorganização dos programas de assistência social e da manutenção de garantias trabalhistas fundamentais. Ao compartilhar vídeo do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), Lula reiterou o compromisso de sua gestão com o equilíbrio fiscal pautado na garantia dos direitos da classe trabalhadora, questionando diretamente de onde seriam retirados os valores anunciados pelo senador do PL.

Flávio Bolsonaro fala em cortar R$ 200 bilhões do orçamento, mas não explica de onde vai sair esse dinheiro!

O povo precisa saber: vai faltar dinheiro para aposentadoria, salário, seguro-desemprego ou programas sociais? Não dá para anunciar um corte desse tamanho sem dizer quem vai pagar a conta!

Eu e meu vice, Geraldo Alckmin, defendemos uma coisa muito simples: responsabilidade com o dinheiro público e respeito aos direitos do povo trabalhador!

A pergunta é direta, Flávio: de onde você vai tirar esses R$ 200 bilhões? O povo brasileiro merece saber! 🇧🇷

— Lula (@LulaOficial) October 20, 2026

A cobrança do presidente veio acompanhada por uma gravação de Alckmin, na qual o vice-presidente aprofundou a análise sobre a proposta da oposição ao detalhar o silêncio do senador quanto à origem do contingenciamento. De acordo com o vice-presidente, os assessores econômicos do grupo de Flávio Bolsonaro sinalizam admiração e intenção de espelhar as reformas promovidas pela administração do presidente argentino Javier Milei.

Ao avaliar a política econômica adotada no país vizinho, o vice-presidente alertou que o modelo de austeridade argentino interrompeu a política de valorização real do salário mínimo, desatrelou as correções das aposentadorias do índice de reajuste aplicado aos trabalhadores ativos e elevou as barreiras burocráticas para o recebimento do seguro-desemprego. Além disso, a estratégia no país platino reduziu expressivamente os valores das reparações trabalhistas, desidratou a distribuição gratuita de medicamentos à população e promoveu uma diminuição severa na quantidade de pessoas assistidas por programas sociais.

Fonte: Brasil 247

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