Flávio Bolsonaro chama veto às bets de ‘hipócrita’ e critica Lula

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (25) ser favorável à proibição dos cassinos online, mas não deixou clara sua posição sobre o encerramento das apostas esportivas. As declarações foram dadas após uma cerimônia de formatura de policiais militares no Rio de Janeiro.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Flávio criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as apostas eletrônicas, conhecidas como bets, e classificou a medida como “populista, hipócrita e eleitoreira”.

O candidato afirmou que considera necessário diferenciar os cassinos virtuais das apostas relacionadas a eventos esportivos. Segundo ele, sua posição contrária aos jogos não se estenderia necessariamente ao funcionamento das apostas em partidas, que já eram permitidas antes da regulamentação das bets.

“Sempre fui contra os jogos. Tem que fazer essa distinção muito clara. Uma coisa é você permitir, como é permitido há décadas, que brasileiros possam apostar nos jogos que são reais. Um jogo de futebol… E mesmo assim tem questionamentos. Eu sou contra, mas é o que sempre esteve em vigor. O que o governo Lula permitiu foi a legalização do jogo do tigrinho”, disse o senador.

O senador acusou Lula de adotar a medida por razões eleitorais: “Ele regulamentou a aposta online, o cassino online. Mais que quadruplicou a quantidade de apostadores. É uma medida populista, hipócrita e eleitoreira. E ninguém garante que, depois da eleição, ele libera tudo de novo. Ele está jogando tudo nas eleições. […] Ele, vendo que isso virou uma epidemia no Brasil, está tentando fazer uma média com o eleitor.”

Defesa de amigo investigado pela PF

Flávio também respondeu a questionamentos sobre sua relação com o advogado Willer Tomaz, que o convidou para viagens internacionais em seu jato executivo. Tomaz é alvo da Polícia Federal no inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O senador afirmou que o advogado é vítima de perseguição por ser seu amigo.

“Em que mundo vocês vivem que não estão vendo o aparelhamento da máquina do Estado. O Supremo aparelhado. O Ministério Público aparelhado. A Polícia Federal aparelhada. Até a Defensoria Pública aparelhada. Todo mundo mobilizado para atingir qualquer pessoa no meu entorno”, disse ele.

“Um advogado respeitadíssimo. É meu amigo. Nossas esposas são amigas. Nossos filhos são amigos. Fiz várias viagens junto com eles. Não dá para querer criminalizar a amizade agora”, completou.

Fonte: Brasil 247

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