Fascista Tallis Gomes, apoiador de Flávio, impõe 80 horas semanais a seus funcionários
Por Hora do Povo — Hora do Povo
Reportagens de Intercept e DCM mostram que empresário, dono da G4 Educação, é ligado a Rockbridge, um grupo fascista dos EUA que estaria colocando dinheiro na campanha de Flávio
Duas reportagens sobre a participação de um grupo fascista norte-americano, o Rockbridge, vinculado ao vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, na campanha do também fascista Flávio Bolsonaro denunciaram a ingerência estrangeira nas eleições brasileiras.
Mais do que isso, as reportagens revelaram também que o empresário Tallis Gomes, fundador da G4 Educação, também participa do grupo fascista dos EUA e implantou um regime de escravidão e terrorismo em sua empresa. Este é o mesmo empresário que há cerca de um mês ficou conhecido pela frase “Deus me livre de mulher CEO”.
Nesta época, segundo o site Intercept Brasil, ele apareceu ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, impulsionando a campanha “demita extremistas”, uma caça às bruxas contra aqueles que, em sua visão, “celebraram” a morte do extremista estadunidense Charlie Kirk.
Fundada em 2019, a G4 é uma empresa que vende cursos para empresários brasileiros. No dia 26 de setembro deste ano, atingiu a marca de R$ 1 bilhão em faturamento acumulado.
Durante a comemoração pelo feito, Tallis também aproveitou a oportunidade para reafirmar sua posição na cruzada que trava contra o Estado. “O Estado gera dinheiro? Não, né. O Estado consome o dinheiro que vocês geram aqui trabalhando, e que eu gero dando emprego para vocês. A gente tem que lembrar sempre que tem um inimigo, que é o Estado, os oligarcas que vivem do nosso sustento. Então, o G4 só existe por causa do trabalho de vocês”, defendeu o escravocrata.
Segundo o Intercept, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo está abarrotado de denúncias de super exploração do trabalho, falta de respeito às leis, ameaças e um clima de terro dentro da empresa. O Intercept Brasil conversou com uma ex-funcionária que fez, por conta própria, o controle das horas na semana em que o evento ocorreu. Ela conta que trabalhou, entre os dias 18 e 23 de novembro, exatas 77 horas e 47 minutos.
Meses antes, Tallis foi alvo de denúncias apresentadas ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo justamente por enaltecer uma jornada semanal de 80 horas. “Se você não fizer 70 horas ou 80 horas por semana na empresa, você não vira nada na vida”, disse, em entrevista ao podcast Café com Ferri.
Segundo o relato de um processo trabalhista movido contra a G4 que corre no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, o TRT 2, nesta reunião, Tallis ainda afirmou que na empresa não havia espaço para “frouxos”, que os trabalhadores deveriam “esquecer” suas famílias, e disse que quem não estivesse de acordo poderia pedir demissão. A autora do processo pediu demissão neste dia.
O relato que consta nos autos foi corroborado por outros dois ex-funcionários que conversaram com o Intercept Brasil, sob condição de anonimato. “Frouxos não são bem-vindos”, diz inscrição em sala aquário onde trabalhadores são demitidos
Os pedidos de demissão tinham de ser direcionados para a “Sala 4”, uma sala aquário, usada inicialmente para conversas rápidas e reservadas, e que se tornou o local onde os pedidos de desligamento deveriam ser feitos. Depois do discurso inflamado da estrela da companhia, a parte externa do vidro foi “decorada” com a seguinte frase: “frouxos não são bem-vindos.”
A segunda reportagem, do Diário do Centro do Mundo (DCM), denunciou a participação da organização fascista dos EUA na campanha de Flávio Bolsonaro. O empresário Tallis Gomes, diz o DCM, confirmou que integra a Rockbridge, rede americana fundada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e por Chris Buskirk, enquanto crescem as acusações sobre uma suposta atuação do grupo na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A legislação eleitoral brasileira proíbe candidatos e partidos de receber, de forma direta ou indireta, doações de entidades ou governos estrangeiros.
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Fonte: Hora do Povo