Falar em vitória de Flávio Bolsonaro no 1º turno é “bobagem”, reconhece Valdemar

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, descartou categoricamente a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencer as eleições presidenciais deste ano ainda no primeiro turno. A tese de uma eventual vitória antecipada vinha sendo alimentada e propagada por setores mais entusiastas da ala bolsonarista, mas foi classificada pelo dirigente partidário como fora da realidade política, segundo Igor Gadelha, do Metrópoles.

Classificando com ceticismo o otimismo de parte dos aliados do senador carioca, Valdemar foi direto ao projetar o cenário para a disputa pelo Palácio do Planalto: “Bobagem, o segundo turno é inevitável”.

Apesar de conter as expectativas do núcleo bolsonarista sobre um encerramento rápido da disputa, o cacique partidário demonstrou convicção no desempenho de Flávio Bolsonaro em uma eventual segunda etapa de votação. Valdemar Costa Neto afirmou acreditar que o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) sairá vitorioso no confronto direto contra o presidente Lula (PT). “Não tenho dúvida na vitória do Flávio“, declarou o dirigente.

A análise apresentada pelo presidente do PL está alinhada com as mais recentes pesquisas de intenção de voto. Os levantamentos apontam que Lula mantém a liderança na disputa de primeiro turno. Já nas simulações de segundo turno, o cenário reflete um empate técnico entre o atual chefe do Executivo e o senador do PL, com Flávio Bolsonaro aparecendo numericamente à frente em alguns levantamentos.

A posição cautelosa da cúpula do PL contrasta diretamente com a avaliação feita por aliados próximos a Flávio Bolsonaro. Integrantes desse grupo apostam na tese do voto útil de eleitores que, no primeiro turno, declarariam apoio a outros pré-candidatos do campo da direita, como o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Para esses aliados, a migração dessa fatia do eleitorado poderia alavancar a candidatura do senador a ponto de liquidar a eleição sem a necessidade de uma segunda votação, hipótese rejeitada por Valdemar.

Fonte: Brasil 247

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