“Exército do Lula”: canal “Tropa do Flávio” no WhatsApp também não estava registrado no TSE
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizou na terça-feira (13), junto à Justiça Eleitoral, uma “complementação” de dados sobre seus canais de comunicação digital, após a constatação de que o seu canal “Tropa do Flávio” no WhatsApp não estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o G1.
A movimentação da equipe do PL ocorre logo após questionamentos sobre a regularização de ferramentas de mobilização na internet, como o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, em meio a uma disputa judicial travada no segundo turno das eleições.
Anteriormente, a campanha de Flávio havia registrado no TSE o site https://tropadoflavio.com.br/, entre outros endereços eletrônicos, motivo pelo qual afirmou ter decidido “por cautela” fazer a dita complementação. A equipe disse ter tomado a medida para evitar dúvidas sobre o cumprimento das regras eleitorais.
Com um milhão de inscritos, o canal “Tropa do Flávio” é descrito pela campanha como um espaço de engajamento “voluntário” de eleitores que apoiam a candidatura do filho de Jair Bolsonaro (PL).
O canal “Exército do Lula” gerou embates no segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas. O objetivo da ferramenta é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula (PT). A campanha de Flávio havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.
A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.
Com mais de 4 milhões de inscritos, o canal “Exército do Lula” foi registrado pela campanha petista na terça-feira, após a determinação de Nunes Marques. Com o registro, o magistrado afirmou que o canal, que está suspenso, poderá ser retomado após o prazo de 48 horas. O canal é administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
Após a decisão do presidente do TSE, o canal de WhatsApp “Exército do Lula” saiu do ar na noite de terça.
Ao registrar o endereço do canal no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura. Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado por Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.
Fonte: Brasil 247