Eu acredito é na rapaziada — e em Lula presidente!

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Por Fabio Potiguar — Brasil de Fato

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Secretário executivo da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso do Regional da CNBB NE 2

“Eu acredito é na rapaziada.” Eu canto com Gonzaguinha, filho do Rei do Baião. Na letra da “E Vamos à Luta”, encontro essa confiança na juventude que enfrenta as dificuldades e continua construindo o amanhã. Eu também acredito é nessa galera, na sua coragem, criatividade e disposição de lutar.

Oxe! Ver essa juventude bonita se mobilizar pelo país inteiro é massa demais. Oxente! Barbaridade, tchê! Bão demais, sô!

Diante das ondas do ódio, do fascismo e do totalitarismo, a juventude percebe que o seu futuro, o de seus pais e o do povo brasileiro estão em jogo. Todos os seus direitos sociais estão ameaçados, não apenas o acesso à universidade e ao trabalho. A galera se ligou, se conectou, se plugou na realidade que precisamos enfrentar — e vencer!

Essa rapaziada se junta à classe trabalhadora, à classe média, aos movimentos sociais e aos partidos de esquerda, que já estavam mobilizados. Há um encontro de forças, que reúne também intelectuais, artistas e setores democráticos da direita. A juventude soma sua voz, sua energia e sua inventividade às lutas que já vinham sendo construídas.

Por isso, Lula presidente!

Chico Science e Nação Zumbi cantam, em “Monólogo ao Pé de Ouvido”: “O homem coletivo sente a necessidade de lutar.”

Somos parte de um povo. A fome, o desemprego, a violência contra as mulheres, o racismo contra pessoas negras, indígenas e ciganas, a perseguição a um terreiro, a um gay ou a uma pessoa trans nos dizem respeito. Essa consciência coletiva nos chama à solidariedade e à ação.

Em “Da Lama ao Caos”, Chico canta: “Posso sair daqui pra me organizar”. Organizar é transformar a indignação em ação. Conversar no bairro, na escola, na universidade, no trabalho, no ônibus, no ponto de ônibus, no metrô e na estação. Onde for possível, com respeito, sabendo escutar e sem ser inconveniente. Participar dos movimentos e votar com consciência.

De modo muito especial, essa organização precisa estar presente, de maneira bonita e potente, nas redes sociais, para que, através dos algoritmos, possamos sensibilizar os corações e conscientizar as mentes.

Nossos direitos carregam décadas de luta. Precisamos proteger essas conquistas e avançar. É por esse compromisso que voto Lula presidente!

Emicida, com Majur e Pabllo Vittar, canta em “AmarElo”: “Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes”. Essa juventude quer falar. Precisamos escutar quem trabalha e estuda, procura emprego, deseja entrar numa universidade e quer amar e professar sua fé sem medo. A rapaziada tem sonhos, engenho, talentos e projetos. Precisa de oportunidades e de participação nas decisões sobre seu futuro.

Os Racionais MC’s cantam em “Negro Drama”: “Negro drama, entre o sucesso e a lama”. É preciso ouvir as periferias, juntar forças, ouvir os pretos e lutar com eles, sendo eles os protagonistas e os dirigentes dessa luta. Reconhecer sua cultura e enfrentar o racismo, as oportunidades negadas e a violência.

Chico Science denuncia em “A Cidade”: “O de cima sobe e o de baixo desce”. Queremos mudar essa realidade com desenvolvimento econômico e social sustentável, que melhore a vida de quem trabalha, que enfrente a fome e a pobreza e amplie as oportunidades.

Nossa luta abraça os direitos humanos civis e políticos, assim como os direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais e os direitos da Mãe Terra. Liberdade, participação popular, trabalho digno, alimentação, saúde, educação, cultura, ciência e tecnologia. Reforma agrária, na luta tão importante e bonita do MST. Moradia, na luta também tão grande e bonita do MTST. Descanso e segurança para envelhecer. É por esse Brasil que me posiciono: Lula presidente!

O grupo porto-riquenho Calle 13 canta, em “Latinoamérica”: “Tú no puedes comprar la lluvia”. Nossa casa comum precisa de cuidado. Privatização, não! Viva o que é público, do povo! Como nos lembram o Papa Francisco e o Papa Leão XIV, a água é um direito humano fundamental e não deve ser tratada como mercadoria. Negar seu acesso é negar o direito à vida.

Essa defesa vale para todos os direitos sociais e para nossa soberania nacional: o petróleo, as terras raras e nossos biomas, principalmente a Amazônia. Queremos esses bens a serviço do povo brasileiro, com proteção da natureza e respeito às comunidades.

Queremos enfrentar a LGBTfobia, a misoginia, o racismo e a intolerância religiosa, defendendo especialmente as religiões de matriz africana. Os católicos também sofrem ataques, com profanações, destruição de imagens e invasão de celebrações. Nenhuma comunidade deve ter sua fé ou seu espaço de oração violado. Como padre, quero uma fé que nos mova à fraternidade e à defesa da dignidade de cada pessoa.

Vamos reunir a direita democrática e a esquerda democrática, a juventude, a classe trabalhadora, a classe média, os idosos e aposentados, os movimentos sociais, as forças progressistas e o funcionalismo público. Do funcionário público que trabalha como porteiro ao que está no topo dos três poderes, de quem recebe o menor salário a quem recebe no teto.

Eu acredito é na rapaziada! Quero caminhar, cantar e somar forças com ela, pela democracia, pelos direitos do nosso povo e pela justiça social, tá ligado? É por tudo isso que voto Lula presidente, beleza? Vambora!

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Fonte: Brasil de Fato

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