“Estabilidade fiscal é uma condição obrigatória”, diz Lula, em sinalização aos empresários
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta sexta-feira (25) uma sinalização direta ao empresariado ao defender a estabilidade fiscal e econômica como condições indispensáveis para o País. A declaração foi feita durante encontro com 744 participantes no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo, organizado pelos grupos Prerrogativas, Esfera e Parlatório.
“Estabilidade fiscal é uma coisa obrigatória. Não é nem competência do governo, é obrigação dele”, afirmou Lula.
O presidente relacionou o equilíbrio das contas públicas à proteção das camadas mais vulneráveis da população. “Quanto mais as contas estiverem desequilibradas, quem mais vai pagar o preço é o povo pobre”, disse.
“Essa questão da estabilidade fiscal, da estabilidade econômica, é uma obrigação nossa. Se a gente quiser governar em benefício de todos, esse é um ponto básico para a gente fazer a economia dar certo nesse país”, acrescentou.
A lição de Dona Lindu
Ao falar sobre responsabilidade fiscal, Lula recorreu aos ensinamentos de sua mãe.
“Minha professora de economia foi Dona Lindu”, afirmou.
Segundo Lula, a orientação recebida em casa era simples: não gastar aquilo que não se tem e não assumir uma dívida sem condições de pagá-la. O presidente apresentou o princípio da economia doméstica como uma referência para sua visão sobre a administração das contas públicas.
Em sua fala, Lula também recordou períodos de crescimento econômico de seus governos e a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concebido como instrumento de planejamento e coordenação dos investimentos em infraestrutura.
Alckmin destaca diálogo e Mercadante fala em legado
Antes do presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a capacidade de Lula de construir entendimentos institucionais e o apresentou como um homem vocacionado para dialogar com o Judiciário e o Legislativo em torno das reformas necessárias para o País.
Alckmin também destacou a importância de colocar os interesses nacionais acima dos ciclos políticos. “Mais importante do que o governo, que passa, é a nação”, afirmou. Em outro momento, resumiu sua concepção da atividade pública: “Política bem feita é um ato de amor ao próximo.”
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, por sua vez, defendeu uma nova relação entre Estado e mercado, citando a experiência da China como exemplo de articulação entre planejamento, desenvolvimento e atividade empresarial.
Mercadante também projetou a dimensão histórica de um eventual novo mandato de Lula. Segundo ele, Lula “vai entrar para a História” e um quarto mandato seria voltado “para a História, para o legado”.
Encontro reúne governo e grandes empresários
O evento foi organizado pelos grupos Esfera, Prerrogativas e Parlatório, tendo Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, como principal articulador.
Entre os grandes empresários presentes estavam Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, e Gustavo Pimenta, CEO da Vale. Pimenta deixou ao presidente uma pergunta sobre qual será a política brasileira para minerais críticos.
Também participaram do encontro Geraldo Alckmin, Aloizio Mercadante, Tarciana Medeiros, Miriam Belchior, Márcio Elias Rosa, Esther Dweck, Alexandre Padilha, Sidônio Palmeira e Jorge Messias.
Diante de uma plateia formada por importantes representantes do setor empresarial, Lula colocou a estabilidade fiscal e econômica no centro de sua mensagem, associando equilíbrio das contas públicas, crescimento e proteção social.
Fonte: Brasil 247