Eleições 2026: TSE altera mais de 4,3 mil locais de votação para o 2º turno
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 4.352 seções eleitorais terão endereços diferentes no segundo turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro. As alterações representam 0,87% das 499.248 seções existentes no Brasil e ocorreram devido a problemas como chuvas, reformas em prédios, dificuldades de acessibilidade e interrupções no fornecimento de energia elétrica. A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores consultem novamente seus locais de votação, mesmo que tenham comparecido às urnas no primeiro turno.
De acordo com o TSE, São Paulo concentra o maior número de seções com alterações, com 982 mudanças, seguido por Minas Gerais, com 514, Rio de Janeiro, com 431, e Bahia, com 312. A transferência de seções busca garantir condições de segurança e funcionamento dos locais que receberão os eleitores. O tribunal esclareceu que a mudança de endereço não representa redução na quantidade de seções eleitorais nem compromete o direito ao voto.
As alterações atingem principalmente estabelecimentos que apresentaram problemas estruturais após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, ou que não oferecem condições adequadas para receber os eleitores no dia da votação.
A Justiça Eleitoral orienta a população a verificar o endereço atualizado antes de sair de casa. O procedimento pode evitar deslocamentos desnecessários e atrasos, especialmente nos municípios que enfrentaram eventos climáticos ou obras de manutenção nas últimas semanas.
São Paulo, Minas Gerais, Rio e Bahia concentram mudanças
O levantamento nacional divulgado pelo TSE mostra que quatro estados concentram parte expressiva das transferências de seções eleitorais. São Paulo, maior colégio eleitoral do país, registra 982 alterações. Minas Gerais aparece na sequência, com 514 mudanças. No Rio de Janeiro, a Justiça Eleitoral transferiu 431 seções para outros endereços, enquanto a Bahia contabiliza 312 alterações.
Os números correspondem à situação registrada até sexta-feira (16) e podem sofrer atualizações caso novos problemas comprometam as condições dos imóveis utilizados na votação.
Embora os quatro estados concentrem um número elevado de transferências, o TSE destaca que a estrutura eleitoral permanece praticamente inalterada em relação ao primeiro turno. As mudanças representam menos de 1% das seções existentes no Brasil e buscam preservar a segurança de eleitores, mesários e profissionais que trabalham nas eleições.
Como consultar o local de votação para o segundo turno
O eleitor pode confirmar o endereço de sua seção eleitoral por meio do aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral. Pelo aplicativo e-Título, o cidadão deve acessar a ferramenta em seu celular e consultar a opção que apresenta os dados do local de votação. O sistema informa o endereço atualizado, a zona e a seção eleitoral.
Pelo site do TSE, o procedimento ocorre por meio do Autoatendimento Eleitoral, que permite consultar as informações vinculadas ao título de eleitor. O acesso está disponível no endereço oficial do tribunal: https://www.tse.jus.br.
O TSE informa que as mudanças realizadas pelos cartórios eleitorais aparecem imediatamente nos canais oficiais de consulta. Por esse motivo, o eleitor deve considerar o endereço mais recente que o sistema apresentar, mesmo que ele seja diferente daquele utilizado no primeiro turno.
A orientação também vale para pessoas que guardaram comprovantes anteriores ou costumam votar no mesmo estabelecimento há vários anos.
Chuvas e danos em escolas motivaram transferências
Entre as razões apresentadas pela Justiça Eleitoral estão os danos provocados por temporais em prédios que funcionam como locais de votação. Um exemplo ocorreu em Confresa, município do interior de Mato Grosso, onde chuvas e ventos registrados nos dias 9 e 10 de outubro danificaram uma escola municipal.
O temporal comprometeu a cobertura do imóvel e provocou infiltrações e problemas nos forros da unidade de ensino. No domingo (11), um laudo de engenharia recomendou a interdição preventiva imediata do prédio devido às condições da estrutura.
Diante do parecer técnico, a Justiça Eleitoral decidiu transferir as seções instaladas na escola para outro endereço nas proximidades. A medida buscou evitar riscos aos eleitores e aos profissionais responsáveis pela organização da votação.
O tribunal esclareceu que situações semelhantes podem exigir novas transferências quando os locais apresentarem danos após tempestades, alagamentos ou outros fenômenos climáticos.
Reformas e falta de energia também provocam mudanças
Os problemas climáticos não representam a única razão para a transferência de locais de votação. Segundo o TSE, algumas alterações decorreram de reformas que não terminaram dentro do prazo necessário para a realização do segundo turno.
A Justiça Eleitoral também identificou estabelecimentos com dificuldades de acessibilidade, falhas estruturais e ausência das condições necessárias para o fornecimento de energia elétrica.
Esses fatores podem comprometer o deslocamento dos eleitores, o funcionamento dos equipamentos e o trabalho das equipes que atuam nas seções. Cada zona eleitoral avalia as condições dos imóveis em sua área de responsabilidade e decide sobre eventuais transferências.
O TSE não determina diretamente todas as mudanças de endereço. Os cartórios eleitorais e as autoridades responsáveis pelas zonas analisam as condições locais e adotam as providências necessárias.
Quando surgem problemas que impedem o funcionamento de um estabelecimento, a Justiça Eleitoral procura utilizar imóveis próximos que apresentem condições adequadas para receber os eleitores.
Fonte: Brasil 247