Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal
Por Vinícius Nunes — Carta Capital
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O ato, assinado por Wellington César Lima e Silva, encerra o vínculo do ex-deputado com a corporação após processo por abandono de cargo
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva , oficializou nesta segunda-feira 21 a demissão de Eduardo Bolsonaro (PL) do cargo de escrivão da Polícia Federal. O ato foi publicado no Diário Oficial da União e conclui o processo administrativo aberto para apurar o abandono de cargo pelo ex-deputado federal.
A decisão do ministro confirma a conclusão do processo administrativo disciplinar conduzido pela PF, que havia recomendado a demissão de Eduardo por entender que ele deixou de retornar às funções na corporação depois de perder o mandato . Com a publicação do ato no Diário Oficial, a medida passa a produzir efeitos e encerra definitivamente o vínculo funcional do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com a PF.
Eduardo ingressou na Polícia Federal por concurso público em 2010 e permaneceu afastado das atividades enquanto exercia mandato na Câmara dos Deputados. Após a perda do mandato por excesso de faltas , em dezembro de 2025, ele deveria reassumir o cargo de escrivão no Rio de Janeiro, segundo a corporação.
Como permaneceu nos Estados Unidos e não voltou ao trabalho, a Corregedoria da PF instaurou, em janeiro deste ano, um processo disciplinar para apurar o caso. Durante a tramitação do PAD, também foi determinada a entrega da carteira funcional e da arma de fogo vinculadas ao cargo.
A demissão ocorre em meio a uma série de desdobramentos envolvendo o ex-congressista. Em agosto, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, sob o entendimento de que atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir no julgamento da ação penal envolvendo o pai. Ele também obteve o green card concedido pelo governo de Donald Trump e passou a ter residência permanente nos Estados Unidos.
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Fonte: Carta Capital