Dólar cai 0,72% e fecha cotado a R$ 5,10 nesta segunda

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Por Paulo EmilioBrasil 247

247 – A moeda estadunidense encerrou esta segunda-feira (21) em queda de 0,72%, cotada a R$ 5,1080, acompanhando o enfraquecimento do dólar no exterior e o recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No Brasil, investidores também acompanharam uma nova rodada da pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026.

Segundo o InfoMoney, o dólar voltou à faixa dos R$ 5,10 e passou a acumular desvalorização de 6,94% no ano. No mercado comercial, a moeda terminou com preço de compra de R$ 5,108 e venda de R$ 5,109.

Às 17h03, o contrato de dólar futuro para outubro, então o mais negociado na B3, recuava 0,79%, aos R$ 5,1170.

Câmbio acompanha movimento internacional

A pressão sobre o dólar também foi observada em outros mercados emergentes. A divisa estadunidense perdeu terreno diante de moedas como o peso chileno, o sol peruano e o rand sul-africano.

O movimento ocorreu em paralelo ao recuo dos rendimentos dos Treasuries, títulos do governo dos Estados Unidos que funcionam como uma das principais referências para os mercados financeiros internacionais.

Taxas mais baixas dos títulos dos EUA podem reduzir a atratividade relativa dos ativos denominados em dólar e favorecer o fluxo de recursos para outros mercados, embora o comportamento das moedas dependa de uma combinação de fatores domésticos e internacionais.

No Brasil, o Banco Central também atuou no mercado cambial. A autoridade monetária vendeu 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento de 1º de outubro.

Pesquisa eleitoral entra no radar do mercado

A agenda doméstica foi marcada ainda pela divulgação da 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus sobre a corrida presidencial.

No principal cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 37%. Augusto Cury tem 6%, Ronaldo Caiado, 5%, Renan Santos, 3%, e Romeu Zema, 1%.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 46% para o presidente e 45% para o senador. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, configurando empate técnico.

Na rodada anterior, divulgada em 14 de setembro, Lula aparecia com 47% e Flávio Bolsonaro, com 46%. Os dois oscilaram um ponto percentual para baixo, preservando a diferença numérica de um ponto entre eles.

A pesquisa ouviu 2.006 eleitores por telefone entre 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento abrange eleitores com 16 anos ou mais nas 27 unidades da Federação e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026.

As pesquisas eleitorais passaram a integrar de forma mais intensa as avaliações de curto prazo dos agentes financeiros à medida que a eleição presidencial se aproxima. Nesta segunda-feira, o mercado também aguardava uma nova pesquisa Quaest sobre a disputa pelo Palácio do Planalto.

Inflação segue acima do teto projetado

Outro componente da agenda doméstica foi o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central.

A mediana das projeções do mercado para o IPCA de 2026 subiu de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 4,30%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 foram mantidas em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Já a projeção suavizada para a inflação nos 12 meses seguintes caiu de 4,65% para 4,62%.

As expectativas para os preços são acompanhadas de perto pelos investidores por influenciarem as projeções para a trajetória dos juros, com reflexos sobre câmbio, renda fixa e mercado acionário.

Fed mantém cautela sobre os juros

Nos Estados Unidos, declarações de integrantes do Federal Reserve também permaneceram no radar.

O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que só apoia novos cortes de juros diante de evidências de que a inflação esteja caminhando em direção à meta de 2%.

Segundo Goolsbee, o banco central norte-americano enfrenta atualmente um desafio maior relacionado à inflação do que ao mercado de trabalho.

A perspectiva para os juros dos Estados Unidos tem impacto direto sobre os mercados globais. Mudanças nas expectativas para a política monetária norte-americana afetam os rendimentos dos Treasuries e podem alterar a distribuição internacional de recursos entre ativos considerados mais seguros e investimentos em mercados emergentes.

Geopolítica amplia atenção dos investidores

O cenário internacional também permanece condicionado pelas tensões geopolíticas. A Assembleia Geral das Nações Unidas reúne líderes mundiais nesta semana em meio a conflitos armados, disputas comerciais, mudanças climáticas, inflação, inteligência artificial e preocupações com a desaceleração da economia mundial.

Os conflitos no Irã, em Gaza, na Ucrânia, no Sudão, no Congo e em Mianmar estão entre os temas que devem ocupar espaço nas discussões diplomáticas.

No fim de semana, o Irã comunicou a mediadores suas condições para a retomada das negociações destinadas a pôr fim à guerra com os Estados Unidos, segundo a Al Jazeera, conforme relatado pela reportagem original.

Apesar da movimentação diplomática, as tensões permaneceram elevadas no Oriente Médio. Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram ter realizado ataques contra Riade e contra uma instalação da Saudi Aramco em Yanbu, no Mar Vermelho.

Fonte: Brasil 247

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