Dia das Crianças: conta bancária une presente e educação financeira desde cedo
Por Giovanna Campos — Jornal Opção

A primeira conta bancária pode se tornar uma forma de introduzir os filhos no universo financeiro e começar, desde cedo, a falar sobre dinheiro, consumo e planejamento. A abertura de uma conta para menores de idade, porém, não deve ser feita apenas pela praticidade: pais e responsáveis precisam conhecer as condições do serviço e acompanhar de perto sua utilização.
“A primeira conta bancária não deve ser apenas uma forma de dar dinheiro à criança. Ela é também o primeiro contato com responsabilidades financeiras. Por isso, antes de abrir a conta, os pais precisam entender as regras e, depois, acompanhar como ela está sendo utilizada. Sem orientação, aquilo que deveria ser uma ferramenta de educação financeira pode se transformar em uma porta para golpes e prejuízos”, afirma o advogado especialista em direito do consumidor bancário e presidente da ABRADEB, Raimundo Nonato.
Para abrir uma conta em nome de uma criança ou adolescente, a instituição financeira exige a identificação do menor e de seu responsável legal, além da documentação necessária. As condições e exigências podem variar conforme o banco e o tipo de conta escolhido.
Outro cuidado está na escolha da instituição e do serviço contratado. Antes da abertura, os responsáveis devem verificar tarifas, limites, serviços disponíveis e regras para utilização de cartão, Pix e aplicativo. Também é importante conferir se a instituição está autorizada a funcionar pelo Banco Central.
A segurança digital merece atenção especial. Crianças e adolescentes que tenham acesso à conta precisam ser orientados a não compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados bancários. Os responsáveis também devem acompanhar as movimentações e agir rapidamente diante de qualquer operação não reconhecida.
“A criança pode ter facilidade para usar o celular e fazer uma transferência, mas isso não significa que tenha condições de reconhecer um golpe. O acompanhamento dos pais continua sendo indispensável. A educação financeira precisa caminhar junto com a educação digital”, alerta Nonato.

Para o especialista, o Dia das Crianças pode ser um momento para iniciar uma relação mais consciente com o dinheiro, desde que a conta seja utilizada como instrumento de aprendizado e não apenas como meio de pagamento.
“Ensinar uma criança a administrar o próprio dinheiro começa muito antes da vida adulta. É preciso mostrar que existe limite, que cada escolha tem uma consequência e que segurança financeira também depende de comportamento”, conclui.
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Fonte: Jornal Opção