Defesa de Chico Buarque avalia acionar CRM após ameaça de morte

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – A defesa de Chico Buarque pretende acionar o Conselho Regional de Medicina (CRM) após uma ameaça de morte publicada contra o cantor nas redes sociais. A medida será adotada caso a Polícia Civil confirme a identidade do autor do comentário e sua condição de médico.

Os advogados Maíra Fernandes e João Vicente Tinoco afirmaram ao Metrópoles que o procedimento poderá levar o conselho a analisar a conduta atribuída ao profissional. Chico Buarque, de 82 anos, apresentou uma notícia-crime à Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (28).

A representação solicita a abertura de um inquérito para identificar e responsabilizar o autor da ameaça. A manifestação que motivou a denúncia foi retirada do ar pelo jornal por violar as regras de participação do site. O comentário publicado dizia: “Adoraria abreviar a vida deste desgraçado!”

Em declaração ao Metrópoles, os advogados explicaram que a eventual comunicação ao CRM dependerá da confirmação da identidade do responsável e de que ele é médico.

“Após a polícia confirmar oficialmente a identidade do autor da ameaça e, consequentemente, sua condição de médico, a defesa adotará as medidas cabíveis também perante o Conselho Regional de Medicina, para que o órgão competente avalie a conduta atribuída ao profissional”, informaram.

Defesa relata outras ameaças

Os representantes de Chico Buarque também disseram que o cantor já foi alvo de outros episódios semelhantes. Conforme os advogados, ataques pela internet ocorrem há anos e têm relação principalmente com as posições políticas do artista.

“Não se trata de um episódio isolado. Há muitos anos, Chico Buarque é alvo de ataques na internet, especialmente relacionados às suas posições políticas. Esta também não é a primeira vez que ele recebe ameaças por meios digitais”, afirmaram.

Os advogados também diferenciaram manifestações de discordância das ameaças dirigidas ao cantor: “Críticas e manifestações de discordância fazem parte do debate público e são legítimas”.

Na sequência, acrescentaram: “O que não pode ser tratado como normal é quando essa discordância ultrapassa os limites da manifestação de opinião e se transforma em ameaça. É justamente essa diferença que precisa ser observada neste caso”.

Fonte: Brasil 247

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