Da cozinha à indústria: diversidade faz o GLP atravessar gerações

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Por Estúdio JOTA — JOTA

Poucos produtos estão tão associados à rotina brasileira quanto o botijão de gás. Ele está na cozinha de casa, na padaria da esquina e em diferentes atividades da indústria, do campo e dos serviços. Ao redor de um produto conhecido há décadas, a cadeia que produz, distribui e comercializa o GLP incorpora novas tecnologias, processos e formas de atendimento.

Um estudo do Observatório de Análises Econômicas e Regulatórias do Mercado Brasileiro de Combustíveis, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisou esse processo a partir da indústria do GLP. A pesquisa mostra que, em setores consolidados, a inovação tende a assumir características diferentes das encontradas em mercados emergentes. No caso do GLP, o estudo documenta identifica esforços de inovação em processos, serviços, tecnologias e modelos de negócio.

Na distribuição do GLP, sensores conectados a sistemas de transmissão de dados permitem acompanhar operações e identificar sinais de problemas com antecedência. O uso dessas informações amplia as possibilidades de manutenção preditiva e de gestão das operações, incorporando dados a atividades que durante muito tempo dependeram de acompanhamento presencial e rotinas estabelecidas.

A relação com o consumidor também ganhou novas ferramentas. O estudo identifica modelos de negócio mais integrados ao cliente e cita soluções de autoatendimento e máquinas de venda automatizada entre os exemplos analisados.

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O uso diversificado do GLP aparece também na percepção dos brasileiros. Pesquisa do Instituto Locomotiva para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) mostra que a população conhece , em média, oito aplicações diferentes do produto. A produção de alimentos é a utilização mais conhecida, mencionada por 96% dos entrevistados. A indústria aparece em seguida, com 92%, enquanto 66% reconhecem usos no agronegócio e 68% na saúde.

Para 88% dos brasileiros, o GLP ajuda o Brasil a funcionar todos os dias. Outros 90% reconhecem sua presença nas casas, no comércio, no campo, na indústria e nos serviços.

A pesquisa também mostra o que os brasileiros esperam do produto. Segurança é considerada muito importante na escolha do botijão por 94% dos entrevistados. A garantia da quantidade correta aparece com 92%, seguida pela qualidade do gás, com 91%.

Para o Sindigás, os levantamentos mostram que  o GLP continua encontrando espaço em novas aplicações enquanto a cadeia incorpora tecnologias, processos e novas formas de atendimento.

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Fonte: JOTA

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