Curtas políticas: Ricardo exibe “Pazolovo” e Pazolini usa Flávio na TV
A Gazeta

Reprodução de TV
Pazolini está em vantagem, já que foi o mais votado no último dia 4 e quase liquidou a eleição já na primeira etapa do pleito.
Ricardo agora faz críticas mais incisivas ao republicano e adotou uma espécie de tática do medo.
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O argumento utilizado é que, se Pazolini for eleito, vai parar obras e serviços iniciados pelo atual governo.
O ex-prefeito já negou isso. O tempo dirá (se Pazolini for mesmo vitorioso nas urnas).
Mas vejamos:
Na peça de propaganda de Ricardo, um popular diz que “Fe rraço tem que continuar no governo, ou as obras param”. Outro alerta que “n ão é certo trocar o certo pelo duvidoso”.
O narrador, por sua vez, afirma que ” Ricardo representa a garantia de que as obras não vão parar”.
MAGNO MALTA E O “PAZOLOVO”
O senador Magno Malta, presidente estadual do PL, já foi mostrado no primeiro turno como uma espécie de mestre de Pazolini, que seria um fantoche. Só que essa alegoria foi levada ao ar pelo candidato do PT ao governo, Helder Salomão.
Agora, a campanha de Ricardo usou uma ideia parecida. Mostrou um ovo similar a um Kinder Ovo e dentro uma “surpresa”, Magno.
Para dizer que “votou Pazolini, levou Magno Malta”.
Ricardo associou a própria imagem, mais uma vez, ao ex-governador Renato Casagrande (PSB), seu antecessor e principal apoiador.
FLÁVIO E NIKOLAS
A propaganda de Pazolini no horário eleitoral falou de “tempo de paz”, slogan utilizado à exaustão no primeiro turno, mas também fez críticas ao atual governo.
A ideia central foi que a gestão estadual “tem muito dinheiro”, mas não realiza entregas na mesma proporção.
Pazolini também reforçou uma de suas principais propostas, o corte de cargos comissionados.
O ex-prefeito também levou ao ar imagens do ato bolsonarista realizado em Vitória no sábado (17).
Ele aparece ao lado do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro e do deputado federal por Minas Gerais Nikolas Ferreira, ambos do PL.
Magno Malta também estava nesse ato, próximo a Pazolini, mas não apareceu no vídeo.

Fernando Madeira
O título desta nota refere-se ao calor político, evidentemente, não a um incêndio literal.
É que no mesmo dia que o prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), foi afastado do cargo por suspeita de coação eleitoral em favor de Ricardo, Pazolini apareceu por lá.
O ex-prefeito de Vitória desfilou pelas ruas da cidade em um carro de som ao lado de aliados como o presidente estadual do Republicanos Erick Musso, na segunda-feira (19).
O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos (PSD), também participou.
Ricardo venceu em Baixo Guandu no primeiro turno, teve 50,07% dos votos, ao passo que Pazolini alcançou 38,63%.
CADÊ RODRIGO BORGES?
O prefeito de Guarapari, Rodrigo Borges (PP), “mergulhou” após o resultado da votação do primeiro turno.
Até então, ele apoiava abertamente a reeleição do governador Ricardo Ferraço (MDB).
E ainda pode estar ao lado dele, mas nesta terça-feira (20), ao menos fisicamente, não estava.
O governador realizou um ato de campanha em Guarapari e foi acompanhado por Casagrande e pelos deputados estaduais Zé Preto (Podemos) e Tyago Hoffmann (PSB).
Nas redes sociais, a última publicação de Rodrigo Borges em favor de Ricardo ocorreu na véspera do primeiro turno.
Pazolini recebeu 53,65% dos votos em Guarapari, contra 33,85% do emedebista.
O PP, partido do prefeito da Cidade Saúde, praticamente já desembarcou do palanque de Ricardo Ferraço, apesar de compor a coligação e ter indicado até o vice, o vereador de Vitória Camillo Neves.
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Fonte: A Gazeta