Cúpula da Polícia Federal se reúne com Alexandre de Moraes no STF
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reuniu-se, na tarde desta terça-feira (6), com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, além do diretor da Divisão de Crime Organizado (Dicor), Dennis Cali, e do diretor de inteligência, Leandro Almada, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo. O encontro ocorreu no gabinete do magistrado.
Até o momento, nem a Polícia Federal nem o STF detalharam a pauta das conversas ou explicaram os motivos de a reunião ter ocorrido exatamente neste instante de acirrada crise interna na Corte. O cenário de tensão no tribunal foi intensificado com o avanço das apurações ligadas ao caso do Banco Master, em que surgiram descobertas sobre mensagens e contratos do grupo ligado ao empresário Daniel Vorcaro envolvendo não apenas Alexandre de Moraes, mas também os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli.
Um dos pontos centrais que alimentam o clima de instabilidade no tribunal envolve o uso de um relatório de inteligência por parte de Moraes para solicitar a abertura de uma investigação no STF sobre suposto abuso de autoridade cometido pelo ministro André Mendonça. Anteriormente, Mendonça já havia entregue ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório oficial elaborado pela Polícia Federal que detalha o conteúdo de 52 mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Moraes ao longo dos anos de 2024 e 2025.
Conforme apontam informações presentes no próprio relatório de inteligência utilizado por Moraes, a confecção do documento ocorreu na unidade de inteligência da divisão sob gestão de Dennis Cali, com a devida supervisão de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.
Por outro lado, interlocutores e fontes ligadas a Alexandre de Moraes sustentam que a audiência entre o magistrado e os integrantes do alto comando da PF não guardava relação com o relatório polêmico. Segundo esses relatos, tratou-se exclusivamente de um encontro de trabalho e de rotina voltado ao andamento de investigações sob a relatoria e a responsabilidade do ministro na Corte.
Fonte: Brasil 247