Crise no STF vira instrumento para proteger candidato e negar ao Brasil a verdade

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Por ViníciusPartido dos Trabalhadores

FILIAR É UM ATO DE LUTA.

O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.


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Intromissão nas eleições é inaceitável, com parcialidade de relator do Master, que mantém escondidas as provas e protege Flávio Bolsonaro, afirma Éden Valadares

Da Rede PT de Comunicação

Publicado em 09/09/2026 às 20h30

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Em mais um dia turbulento no Supremo Tribunal Superior (STF), o secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, criticou a condução do caso do Banco Master na Corte e a clara interferência no processo eleitoral que as decisões recentes produzem.

“A crise institucional que se instalou no Supremo Tribunal Federal está sendo transformada em instrumento eleitoral pelo ministro relator do caso do Banco Master ao barrar as investigações sobre Flávio Bolsonaro, ao ser parcial nas apurações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, ao negar ao Brasil a verdade sobre o escândalo Dark Horse.”

Segundo Éden Valadares, o presidente Lula já foi claro e defendeu que todos os implicados no maior escândalo do sistema financeiro do Brasil sejam investigados, “doa a quem doer”. “Mas não é isso que está sendo feito. A condução do processo claramente tenta influenciar as eleições brasileiras ao proteger o candidato bolsonarista à Presidência da República”, afirmou o secretário.

Éden também questionou a manutenção sob sigilo de elementos relacionados a Flávio Bolsonaro e cobrou tratamento igual para todos os investigados. “Tem áudio, tem nota fiscal, tem reunião, tem repasse de milhões de dólares, tem vazamentos sobre todo mundo, mas as provas sobre Flávio Bolsonaro continuam em segredo. Por que esse sigilo seletivo? É para beneficiar a candidatura de Flávio?”, questiona.

Para o secretário, o afastamento do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada exige explicações diante das investigações conduzidas pela corporação nos últimos anos. Tanto a decisão de Mendonça pelo afastamento quanto a de Flávio Dino pela reintegração, tomada nesta quarta-feira, 9, foram anuladas pelo presidente do STF, Edson Fachin.

“Por que afastar os delegados que investigaram a Carbono Oculto, o crime organizado em São Paulo, as facções criminosas, os políticos no Rio de Janeiro e manter em segredo as provas contra a família Bolsonaro? Por que não tem medida cautelar, não tem busca e apreensão? Por que não toma o depoimento? Por que o processo contra Flávio Bolsonaro segue parado?”, indaga.

Éden também cobrou esclarecimentos sobre a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro e defendeu que as instituições atuem para revelar os fatos à sociedade brasileira.

“É para esconder do povo brasileiro a verdade sobre sua relação, a relação de Flávio com o Banco Master? É para ocultar o caminho do dinheiro que Flávio pediu a Daniel Vorcaro? O que nós precisamos é que se investigue todos”, declara.

Para o secretário nacional de Comunicação do PT, a Justiça deve garantir que nenhuma candidatura receba tratamento privilegiado em razão do sigilo ou da condução de investigações. “Ao esconder a verdade sobre Flávio, o relator não faz justiça. Faz política. E esse tipo de intromissão é inaceitável”, afirma.

Éden relacionou ainda o episódio à preocupação com a integridade das eleições e afirmou que o Brasil não pode aceitar qualquer interferência, seja externa ou institucional, capaz de comprometer a igualdade da disputa.

“Já temos provas de sobra de interferências externas de governos estrangeiros na nossa eleição. Já temos prova de sobra da parcialidade das plataformas e das redes sociais. E agora temos prova de sobra dessa tentativa de intromissão institucional. As eleições no Brasil só serão livres e justas se toda a verdade vier à tona”, disse.

Ou o Supremo abre o sigilo de Flávio, ou a integridade eleitoral está comprometida, sustentou o petista. “É preciso revelar toda a verdade sobre o candidato suspeito ou insuspeita ficará a postura da Justiça e a condução das eleições.”


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Fonte: Partido dos Trabalhadores

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