Cotado para 2030, Flávio Dino poderia retornar ao PSB, afirmam dirigentes
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – A atuação incisiva de Flávio Dino na sessão do Supremo Tribunal Federal que discutiu a possibilidade de investigação sobre Alexandre de Moraes voltou a alimentar, nos bastidores políticos, especulações sobre um eventual retorno do ministro à vida partidária em 2030. A informação foi publicada nesta segunda-feira (21) pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.
Integrantes do governo avaliam que o protagonismo de Dino no STF, especialmente em temas de grande repercussão pública, pode ser lido como movimento capaz de pavimentar uma futura candidatura presidencial.
A hipótese de retorno de Dino à política não é nova. Antes de ser indicado ao Supremo, ele construiu trajetória no campo institucional e eleitoral: foi deputado federal, governador do Maranhão e exerceu brevemente o mandato de senador. No Executivo federal, também comandou o Ministério da Justiça antes de assumir a cadeira na Corte.
Dirigentes do PSB, partido ao qual Dino foi filiado antes de chegar ao STF, afirmam que ele seria bem recebido caso decidisse se aposentar da Corte e voltar à política. Entre legendas de esquerda, o ministro é citado como um possível nome para o período posterior a Lula.
Aliados de Dino têm participado de disputas políticas no Maranhão, o que já vinha provocando questionamentos sobre a atuação do ministro fora do ambiente estritamente jurídico. O dado reforça a leitura, entre interlocutores políticos, de que seu nome permanece presente no debate eleitoral, mesmo após sua ida para o Supremo.
No STF, Dino tem concentrado parte de sua atuação em temas com apelo direto junto à opinião pública. Entre eles estão a cobrança por transparência nas emendas parlamentares e críticas a benefícios adicionais no serviço público, frequentemente chamados de penduricalhos. Esses assuntos, segundo a avaliação registrada pela Folha, poderiam servir como base política para uma eventual candidatura no futuro.
O episódio mais recente que reacendeu as especulações ocorreu durante a sessão que tratou da possibilidade de investigação de Alexandre de Moraes em razão de suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Dino foi um dos ministros que defenderam Moraes de forma mais enfática e chegou a se desentender com o presidente do STF, Edson Fachin, no plenário.
A movimentação ocorre em meio a um ambiente de forte tensão institucional no Supremo. A discussão sobre Moraes, Vorcaro e os reflexos políticos do caso ampliou a exposição pública dos ministros e colocou Dino em posição de destaque dentro da Corte.
Fonte: Brasil 247