Congresso eleito para 2027 tem baixa afinidade com pautas socioambientais, aponta relatório

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Com o resultado das eleições desse domingo, 4, para o Congresso Nacional, que inclui Senadores e Deputados Federais, o Observatório do Clima realizou uma análise que aponta que sete a cada dez parlamentares que vão compor a 58ª Legislatura (2027-2031) se posicionam contra a agenda socioambiental, em números, isso representa uma média de 68,9% dos eleitos tanto para o Senado, quanto para a Câmara dos deputados.
O Índice de Convergência Ambiental indica o quanto a atuação e os votos dos deputados e senadores estão alinhados ou possuem qualquer afinidade com temas como licenciamento ambiental, comércio de emissões, terras indígenas, transição energética, proteção aos biomas e vetos presidenciais a dispositivos ambientais. Quanto maior a convergência, maior o alinhamento com essas pautas.
Os dados, que foram divulgados nessa terça-feira, 6, mostram que no Senado Federal dos 84 senadores, 64 (79%) estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa de convergência ambiental, ou seja, que possuem pouca afinidade com a pauta. Na Legislatura anteror (2023-2027), o número era de 58 parlamentares (71,6%). Os senadores que estão nas faixas Boa ou Muito Boa de convergência, são apenas 17 (21%).
Conforme análise do Observatório do Clima, a piora acontece devido ao crescimento no número de parlamentares de partidos de extrema direita. O Partido Liberal, por exemplo, passou de 15 para 28 cadeiras na próxima legislatura.
“A piora trazida pelas urnas, especialmente no Senado, pode colocar em risco parte importante da proteção ambiental do país e facilitar a aprovação de retrocessos”, afirma Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima. Para ela, atualmente o o potencial para liderar pautas socioambientais vem de alguns parlamentares da Câmara, já que há deputados progressistas alinhados à agenda que conquistaram votações expressivas.
Na Câmara, o cenário também não é favorável às agendas. O total de 345 dos 513 deputados (67,3%) estão nas faixas de convergência Baixa ou Muito Baixa contra 168 (32,75%) que estão na faixa de Boa ou Muito Boa. Na Legislatura anterior, eram 63% nas faixas baixas e 35,3% nas faixas boas. O grupo nas faixas Boa ou Muito Boa caiu de 181 para 168 deputados. Também nesta Casa, o PL ampliou sua bancada, de 98 para 121 deputados (23,6%).
“Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente, e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática. Somando com um governo negacionista de Flávio Bolsonaro, isso significará o caos ambiental”, coclui.
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Fonte: umsoplaneta

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