“Com os Bolsonaros, os trabalhadores e aposentados não recebiam salário mínimo acima da inflação”, afirma Lula

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Por Hora do Povo — Hora do Povo

No ato de Natal (RN), o presidente destacou que o preço da gasolina não disparou no Brasil “porque a gente está utilizando o dinheiro do petróleo que a Petrobrás exporta e estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue ao povo brasileiro”

O presidente Lula (PT) participou neste sábado (10), em Natal, de ato de campanha ao lado do candidato Cadu de Lula (PT) ao governo do Rio Grande do Norte.

Natal (RN), 10 de outubro de 2026.

Tapete vermelho para o filho do Nordeste.

Sem tesoura em direitos e conquistas.

É 13!

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NATAL GIGANTE!

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ISSO É LULA EM NATAL! pic.twitter.com/tff7IY1P4o

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Lula em Natal. #EXERCITODOLULAEMCAMPO pic.twitter.com/42UkjsQIV2

— Christianne Alves (@ChrisPalves) October 10, 2026

O ato contou com a presença de Cadu de Lula e da governadora Fátima Bezerra (PT), e também de quatro governadores do Nordeste: Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, Elmano de Freitas (PT), do Ceará, Rafael Fonteles (PT), do Piauí, e Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba, reeleitos no primeiro turno.

Lula defendeu investimentos no Nordeste. “Eu não quero tirar nada de nenhuma parte do Brasil. A única coisa que eu quero é que o Nordeste tenha a mesma oportunidade que os outros estados. É por isso que eu trouxe o supercomputador para o Rio Grande do Norte, porque outros estados queriam, mas outros estados já tiveram outras coisas”, afirmou.

Da mesma forma, em discurso, o presidente afirmou que, ao contrário do mundo inteiro, a gasolina diminuiu no Brasil porque o país está utilizando o dinheiro do petróleo que a Petrobrás exporta para subsidiar o preço e evitar que o impacto da guerra chegue ao povo brasileiro.

“Eu queria dizer uma novidade para vocês, ao contrário do mundo inteiro, no Brasil hoje, a gasolina diminuiu aqui no Brasil, porque a gente está utilizando o dinheiro do petróleo que a Petrobrás exporta e estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue ao povo brasileiro, não chegue no feijão do povo, não chegue no pão do povo, não chegue no leite do povo”, declarou.

Depois das declarações a imprensa, o presidente Lula saiu em caminhada pelas ruas da capital potiguar.

O presidente denunciou que os cortes prometidos pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL) atingirão a população mais pobre.

“Quando o meu adversário diz que vai cortar 350, 250 bilhões de reais, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte. Porque eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país, que teve a coragem de cortar dos ricos, que teve a coragem de cortar dos banqueiros, que teve coragem de cortar dos empresários, que teve coragem de cortar do sistema financeiro, dos fazendeiros e dos empresários. Eles sempre cortam dos pobres”, afirmou.

O presidente listou áreas que sofreram cortes em gestões anteriores, como o Farmácia Popular, o Minha Casa Minha Vida, Creches na educação, o Mais Médicos e o salário mínimo. “Somente quando nós voltamos é que a gente colocou a casa em ordem. Os trabalhadores e aposentados agora recebem aumento do salário mínimo acima da inflação”, afirmou.

Lula destacou ainda a renovação do Farmácia Popular, com 41 tipos de remédios de uso contínuo gratuitos, e anunciou a implementação de exames de laboratório nas farmácias.

“Agora, Fátima [Bezerra, atual governadora do RN], você ainda vai pegar isso, porque nós vamos agora implementar exames de laboratório na farmácia, para que o povo possa fazer esses exames na farmácia e acabar com o sofrimento do povo”, declarou.

O presidente afirmou que o momento é de “aferição” para a sociedade brasileira. “Este é um momento muito importante para o Brasil, porque a gente pode definir os rumos do futuro do Brasil que a gente deseja. Eu estou dizendo à sociedade brasileira que nós estamos vivendo um momento de aferição, se o mundo quer viver uma mentira ou o mundo quer viver uma verdade. Que tipo de educação que a gente deseja para o país, que tipo de cultura, que tipo de saúde a gente deseja, que tipo de emprego que a gente deseja para os nossos jovens”, questionou.

Lula elogiou a governadora Fátima Bezerra e o candidato Cadu, comparando-o ao governador do Piauí, Rafael Fonteles. “O Cadu pode repetir aqui no Rio Grande do Norte a história do Rafael no Piauí. Ele era secretário da Fazenda do Wellington e virou governador do Estado.

Um mar de gente (Foto: Ricardo Stuckert)

“Esse moço aqui é o secretário da Fazenda de Fátima e certamente ele tem todas as qualidades profissionais, políticas, para ser o governador do Estado do Rio Grande do Norte”, disse.

O presidente pediu voto para Cadu. “É 13 e 13! e tá resolvido o problema no Rio Grande do Norte”, afirmou.

O presidente mencionou ainda o programa Pé de Meia, que, segundo ele, garantiu que 500 mil jovens não desistissem do ensino médio. “Tudo isso eles vão cortar, porque a educação desse país nunca despertou interesse da elite brasileira”, alertou.

Lula encerrou convidando a imprensa a “tirar esse cordão do pescoço” e participar do calor de Natal. “É no calor desse forno que a gente vai fazer o Brasil ficar melhor. Um beijo no coração, gente.”

O Rio Grande do Norte terá segundo turno entre Cadu de Lula e Allyson (União Brasil).

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Fonte: Hora do Povo

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