Com 11 lojas em Goiás, Ri Happy pede recuperação extrajudicial por dívida milionária
Por Cilas Gontijo — Jornal Opção

A rede de brinquedos Ri Happy, que possui 11 lojas em Goiás, pediu recuperação extrajudicial à Justiça de São Paulo para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. O grupo busca reorganizar as finanças sem interromper as atividades comerciais. Do total de unidades no estado, oito estão em Goiânia, uma em Aparecida de Goiânia, uma em Anápolis e outra em Rio Verde.
Na capital, as lojas estão localizadas nos shoppings Goiânia, Passeio das Águas, Flamboyant, Cerrado, Araguaia e Buena Vista, além de unidades nos setores Marista e Bueno. Em Aparecida de Goiânia, a rede está no Buriti Shopping. Em Anápolis, funciona no Brasil Park Shopping, enquanto em Rio Verde a unidade fica no Buriti Shopping.
Crise financeira e renegociação de dívidas
O pedido foi apresentado em meio a dificuldades financeiras atribuídas pela companhia aos juros elevados, à redução do poder de compra das famílias, aos efeitos acumulados da pandemia e à concorrência de plataformas internacionais de comércio eletrônico, como Shopee e AliExpress. A solicitação também envolve a PBKids e outras empresas ligadas ao grupo.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, credores que detêm R$ 308,8 milhões em créditos já haviam aderido ao plano de renegociação, o equivalente a 42,38% do montante abrangido pelo pedido. A empresa precisa ampliar esse apoio para alcançar o percentual exigido para a aprovação do acordo.
A companhia também relata dificuldades em razão do custo das dívidas e afirma que uma renegociação de aproximadamente R$ 292 milhões em débitos bancários, realizada em 2023, não foi suficiente para restabelecer o equilíbrio financeiro. Entre os credores estão instituições bancárias, fornecedores de brinquedos e o fundo de investimentos Carlyle.
Lojas continuam funcionando
A recuperação extrajudicial permite que empresas negociem condições de pagamento diretamente com parte de seus credores e submetam o plano à homologação da Justiça. A medida não significa, por si só, o fechamento das lojas. A Ri Happy informou que as unidades físicas e os canais digitais continuam funcionando normalmente, enquanto a administração trabalha para reduzir custos e reorganizar as contas.
A crise ocorre menos de dois meses após a BluSun Capital Partners assumir o controle do grupo, em agosto de 2026. A companhia reúne cerca de 292 lojas no país, entre unidades próprias e franquias, e emprega mais de 2,6 mil pessoas.
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Fonte: Jornal Opção