China e EUA devem transformar acordo político em ações concretas, diz Global Times

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Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – A reunião entre o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, na quinta-feira (24), abriu uma nova etapa para a execução dos entendimentos políticos entre os dois países. Em editorial, o Global Times, defende avanços concretos no comércio, na inteligência artificial e no intercâmbio de jovens, além de uma gestão cuidadosa das divergências bilaterais.

O texto afirma que o principal desafio agora é dar efeito ao consenso alcançado por Xi e Trump em Pequim, em maio, sobre a construção de uma relação construtiva e estrategicamente estável. Segundo o Global Times, a aproximação dependerá de medidas adotadas por governos, empresas e outras instituições, para além dos encontros entre os presidentes.

Na reunião em Washington, Xi afirmou que os dois países precisam trabalhar por uma relação com a “cooperação como pilar principal, uma competição moderada, diferenças administráveis ​​e promessas de paz”. O presidente chinês defendeu que essa visão seja traduzida em ações e disse que China e Estados Unidos podem obter benefícios mútuos por meio da cooperação prática.

A área econômica é apontada pelo editorial como um dos primeiros testes para esse compromisso. O jornal argumenta que empresas dos dois países precisam de regras previsíveis e sustenta que os Estados Unidos devem oferecer tratamento justo às companhias chinesas. Também destaca a disposição da China de receber investimentos e operações de empresas americanas.

Outro campo citado é a inteligência artificial. Para o Global Times, Pequim e Washington têm espaço para discutir tanto as aplicações da tecnologia quanto riscos compartilhados, incluindo seu uso indevido. O editorial menciona a atuação dos dois países em resoluções sobre o tema na Assembleia Geral da ONU e defende a continuidade dos canais de diálogo.

O contato entre as populações também integra a proposta de aproximação. Xi anunciou o convite a 100 mil jovens americanos para visitar a China em programas de intercâmbio e estudo nos próximos cinco anos. O jornal avalia que iniciativas desse tipo, ao lado das relações entre cidades-irmãs, podem ampliar o conhecimento mútuo e sustentar os laços bilaterais no longo prazo.

O editorial ressalta, porém, que a cooperação exige atenção às divergências. Ao tratar de Taiwan, classifica a questão como a mais sensível da relação entre China e Estados Unidos e defende que Washington mantenha sua oposição à independência da ilha. Trata-se de uma posição expressa pelo jornal, que vincula o manejo do tema às perspectivas de estabilidade entre as duas potências.

Para o Global Times, a visita de Xi a Washington criou condições favoráveis ao diálogo. O resultado dessa aproximação dependerá, segundo o editorial, da capacidade dos dois governos de executar iniciativas específicas e resolver as questões pendentes à medida que surgirem.

Fonte: Brasil 247

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