Catástrofe Milei: Argentina perde 32,3 mil empresas e 437 mil empregos desde o início de seu governo

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – A Argentina perdeu 32.290 empresas e 437.611 empregos formais desde que Javier Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023. Os números revelam a dimensão da crise enfrentada pelo setor produtivo argentino e foram apresentados em um relatório do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), divulgado neste sábado (10). As informações foram publicadas pelo jornal El Economista, com base em dados repercutidos pela agência EFE.

Segundo o levantamento, o número de unidades produtivas caiu 6,3% entre novembro de 2023 e julho de 2026, passando de 512.357 para 480.067 estabelecimentos. Apenas em julho, 948 empresas encerraram suas atividades, o equivalente a uma média de aproximadamente 30 fechamentos por dia.

O estudo relaciona a redução do número de empresas à retração do consumo, à perda de poder aquisitivo dos trabalhadores e às dificuldades enfrentadas pelo comércio e pela indústria diante das políticas econômicas implementadas pelo governo Milei.

Argentina perdeu mais de 437 mil empregos formais

O fechamento de empresas foi acompanhado por uma redução expressiva dos postos de trabalho registrados.

De acordo com o CEPA, a economia argentina eliminou 437.611 empregos formais desde o início da administração Milei. Somente em julho, houve uma redução adicional de 3.485 postos de trabalho.

A diminuição do emprego formal atinge diretamente a renda das famílias e contribui para enfraquecer a demanda interna, ampliando as dificuldades dos estabelecimentos comerciais e industriais.

O levantamento destaca que a retração do poder de compra dos salários compromete a capacidade de consumo da população, afetando especialmente as pequenas e médias empresas, mais dependentes do mercado doméstico.

Comércio e indústria sofrem com retração do consumo

O relatório aponta que o comércio e diferentes segmentos da indústria estão entre os setores mais atingidos pela redução da atividade empresarial.

A combinação de menor demanda, perda de renda e dificuldades econômicas tem pressionado a sustentabilidade dos negócios.

A inflação anual argentina chegou a 33,8% em julho, segundo os dados citados no levantamento, continuando a representar um obstáculo para a recuperação do poder aquisitivo das famílias.

Com menos consumidores e redução das vendas, empresas enfrentam dificuldades para manter suas operações e preservar empregos.

O resultado é um processo de enfraquecimento do tecido produtivo, no qual o encerramento de estabelecimentos reduz a oferta de trabalho e contribui para novas pressões sobre a demanda interna.

Atividade econômica também apresenta retração

Os indicadores de atividade econômica reforçam o quadro de dificuldades apresentado pelo CEPA.

Segundo os dados oficiais mencionados no relatório, a economia argentina registrou uma contração de 2,9% em julho na comparação com junho.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a atividade econômica recuou 1,4%.

Os resultados indicam dificuldades de recuperação em setores importantes da economia, apesar das medidas de estabilização defendidas pelo governo Milei.

A retração mensal também evidencia a vulnerabilidade da atividade produtiva diante da redução do consumo e das condições econômicas enfrentadas por empresas e trabalhadores.

Políticas de Milei enfrentam questionamentos sobre seus efeitos sociais

Desde que assumiu a Presidência, Javier Milei implementou uma agenda de ajuste fiscal, redução da intervenção estatal e liberalização econômica, defendida por seu governo como necessária para estabilizar a economia argentina.

O levantamento do CEPA, entretanto, chama atenção para os custos sociais e produtivos associados a esse processo.

A eliminação de mais de 437 mil empregos formais e o desaparecimento de mais de 32 mil unidades produtivas evidenciam a dimensão das perdas registradas no período analisado.

Os números também colocam em discussão a capacidade das políticas econômicas de promover uma recuperação sustentada da atividade empresarial, especialmente nos setores mais dependentes do consumo interno.

Para o CEPA, a queda do poder de compra e a retração da demanda estão entre os fatores centrais para compreender o fechamento de empresas.

O cenário descrito pelo levantamento mostra uma economia em que a estabilização macroeconômica pretendida pelo governo convive com dificuldades significativas para a produção, o emprego e a renda das famílias argentinas.

Fonte: Brasil 247

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