Capitais recebem atos pró-Lula em último domingo antes da eleição

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ELEIÇÕES

Congresso em Foco

18/10/2026 16:07

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram manifestações em capitais de diferentes regiões do país neste domingo (18), último antes do segundo turno das eleições presidenciais. Os atos reuniram movimentos estudantis, organizações sociais e artistas em defesa da reeleição do petista, que enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na votação marcada para o próximo dia 25.

As mobilizações ocorreram em cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Maceió e São Paulo. Parte dos encontros integra o movimento “Brasil nas Ruas”, responsável por convocar manifestações em defesa da candidatura de Lula.

Atos acontecem enquanto Lula se prepara para noite de debate contra Flávio Bolsonaro.

No Rio de Janeiro, manifestantes ocuparam a região da Candelária, no centro da cidade, durante a manhã. O ato, organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), contou com a participação do cantor Chico Buarque, que discursou aos presentes em apoio à reeleição do presidente. Outra mobilização ocorreu no Viaduto de Madureira, na zona norte da capital.

Ainda no Rio, o cantor Caetano Veloso convocou um ato musical para as 16h, no Posto 5 da praia de Copacabana. Entre os participantes anunciados estão Djavan, Simone, Frejat, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Ivan Lins, Duda Beat, Xamã e Fernanda Abreu, além da atriz Sônia Braga. A apresentação foi organizada por coletivos de artistas sob a bandeira da defesa da democracia.

Em Salvador, a mobilização reuniu artistas e apoiadores de Lula na região de Ondina, nas proximidades do Clube Espanhol. A cantora Daniela Mercury participou da organização e subiu ao trio elétrico para defender a democracia. O ato também contou com a participação de Gilberto Gil e teve anunciadas apresentações de Baco Exu do Blues, Liniker, BaianaSystem, Zélia Duncan e Rachel Reis.

Na capital federal, manifestantes se concentraram pela manhã nas proximidades do Museu Nacional da República. O grupo percorreu a Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional, em uma mobilização que reuniu estudantes e integrantes de movimentos sociais.

Em Curitiba, apoiadores saíram da praça 19 de Dezembro e seguiram pela avenida Cândido de Abreu até a região do Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Em Porto Alegre, manifestantes também se reuniram no Parque da Redenção, com apresentações artísticas e atividades em apoio à candidatura petista.

Na cidade de São Paulo, a programação foi concentrada em bairros periféricos. Foram convocadas atividades no Grajaú, com participação do Pagode da 27, na Vila Nova Cachoeirinha, com Emicida e Rashid, e em Itaquera. Outra manifestação foi marcada para o Largo da Banana, na Barra Funda, com uma marcha de grupos de samba.

Também foram convocados atos em Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Florianópolis, Belém, Goiânia e outras cidades. A mobilização nacional ocorre após uma sequência de manifestações organizadas desde o primeiro turno, em 4 de outubro, quando Flávio Bolsonaro terminou a votação à frente de Lula.

O presidente não participou das manifestações deste domingo. Lula permanece em Brasília para se preparar para o debate presidencial da Band, marcado para as 20h, no qual enfrentará Flávio Bolsonaro pela primeira vez no segundo turno.

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Aval judicial

Na véspera das manifestações, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou um pedido do Novo para suspender os atos do movimento “Brasil nas Ruas”. O partido alegava que as apresentações musicais previstas para Copacabana, Salvador e Porto Alegre configurariam showmícios irregulares em benefício da candidatura de Lula.

O ministro considerou insuficientes as provas de que as manifestações integrariam a programação oficial da campanha presidencial ou de que os artistas seriam utilizados para atrair público a eventos eleitorais. Villas Bôas Cueva ressaltou que a legislação proíbe a utilização de apresentações musicais para promover candidaturas em comícios, mas preserva a liberdade de expressão política dos artistas.

“A suspensão indiscriminada de reuniões públicas, com fundamento na possibilidade de ocorrência de irregularidades eleitorais, representaria restrição desproporcional ao exercício das liberdades constitucionais de expressão e reunião”, fundamentou.

O corregedor também rejeitou o pedido de apresentação imediata de documentos financeiros dos organizadores, diante da ausência de elementos concretos de financiamento irregular. A decisão, porém, não impede a investigação posterior de eventuais infrações eleitorais cometidas durante as manifestações.

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Fonte: Congresso em Foco

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