Candidato a deputado pelo PL em São Paulo é preso por suspeita de elo com o PCC

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – O candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) foi preso nesta quinta-feira (17) durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que mira suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na política e no setor de transporte.

Morgado é investigado por suposto envolvimento com o chamado núcleo político da facção criminosa. A apuração aponta que a campanha dele nas eleições municipais de 2024 teria sido financiada pelo PCC.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira. A Justiça determinou a prisão de Morgado e de outros 15 alvos. Entre eles estão o ex-vereador Milton Leite, presidente municipal do União Brasil, e Levi de Oliveira, ex-presidente da São Paulo Transporte (SPTrans), órgão ligado à Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana.

De acordo com a investigação, a nova fase da apuração identificou uma atuação direta da facção em frentes políticas e no transporte coletivo de passageiros, tanto na capital paulista quanto no interior do estado. A polícia também apura o financiamento de campanhas de candidatos a prefeituras e câmaras municipais no último pleito.

A operação cumpre mandados em diferentes cidades paulistas, incluindo São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

A ofensiva desta quinta é um desdobramento da Operação Decúrio, realizada em agosto de 2024. Na ocasião, os investigadores identificaram uma rede atribuída ao PCC envolvendo uma fintech e agentes políticos da Grande São Paulo e do litoral sul paulista.

O caso também alcança o entorno familiar de Morgado. No início de setembro, Luciene Athaydes Morgado, esposa do candidato, foi alvo de busca e apreensão na Operação Helmintos, que investiga um grupo suspeito de movimentar quase R$ 1 bilhão na Baixada Santista.

Segundo os investigadores, o esquema envolveria a compra de imóveis de luxo e o controle de quiosques na orla de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. Relatórios citados pelo Metrópoles apontam que Luciene teria participado de operações financeiras e imobiliárias em favor do grupo investigado.

A polícia também afirma ter identificado que Luciene foi casada com um ex-integrante do PCC e que, mesmo após o rompimento, teria mantido ligação próxima com ele. A suspeita dos investigadores é que ela atuasse em uma estrutura de lavagem de dinheiro ligada à facção.

A Operação Vectura Corrupta aprofunda a linha de investigação que mira a entrada do crime organizado em estruturas políticas e administrativas de São Paulo. O foco da nova fase é apurar como a facção teria usado recursos financeiros e influência em setores estratégicos para ampliar sua presença em campanhas eleitorais e no transporte público.

Fonte: Brasil 247

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