Campanha de Lula tem fotos e vídeos comprometedores de Flávio Bolsonaro, diz Pedro Rousseff
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – O candidato a deputado federal Pedro Rousseff (PT-MG) afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dispõe de vídeos e fotografias que considera comprometedores para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, aliados discutem internamente se o material deve ser divulgado antes do primeiro turno ou preservado para uma eventual segunda etapa da eleição.
As declarações foram dadas durante participação no programa Fórum Onze e Meia, nesta terça-feira (29), e divulgadas pela Revista Fórum. Rousseff não apresentou os vídeos ou fotografias durante a entrevista, e o conteúdo mencionado por ele não pôde ser verificado de forma independente.
“A gente pode divulgar os vídeos agora. Não tem grande problema com isso. Só que a gente não sabe ainda qual é a matemática por trás disso. Se a gente coloca os vídeos e as fotos agora, eles ainda têm cinco dias para poder elaborar uma estratégia nova, uma desculpa nova, falar que é mentira, falar que é IA. Cinco dias é muito tempo”, afirmou.
Rousseff relacionou o suposto material às acusações feitas por Alexandre Santini, apontado pela Fórum como ex-sócio de Flávio Bolsonaro. De acordo com o relato publicado pelo veículo, Santini afirma possuir mensagens, áudios, documentos e fotografias relacionados a episódios da vida privada do candidato do PL.
O petista disse que o momento de uma eventual divulgação é tratado como parte da estratégia eleitoral.
“A gente pode soltar hoje, mas amanhã eles já soltaram um milhão de vídeos, dizendo que o Flávio fez mesmo, mas que a mulher já o perdoou. Com a narrativa desse povo que gosta de mentir, que são os pais e as mães das mentiras, os bolsonaristas, eles conseguem virar o jogo em cinco dias”, declarou.
Na sequência, Rousseff afirmou que existem posições distintas dentro do campo governista sobre quando o conteúdo deveria vir a público.
“Por isso, existe um certo cálculo por trás disso. Se joga agora para nossa militância poder divulgar, compartilhar, ou se joga mais perto do primeiro turno e tem gente defendendo, internamente, que é para segurar até o segundo turno, que é tudo ou nada”, disse.
Rousseff cita impacto da controvérsia sobre Nossa Senhora em Minas
Durante a entrevista, Rousseff também abordou a repercussão em Minas Gerais da controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Na avaliação do candidato a deputado, o episódio provocou desgaste para Flávio Bolsonaro entre eleitores católicos, especialmente nas cidades menores do estado.
“Rodei Minas Gerais depois desse caso específico e digo que este caso de Nossa Senhora, nossa padroeira, talvez tenha tirado mais ponto do Flávio do que um vídeo dele fazendo suruba. Minas Gerais é um estado conservador, que sempre elege Lula e é um estado altamente católico, principalmente nas cidades pequenas”, afirmou.
A controvérsia ganhou força após circular a informação de que Flávio Bolsonaro apoiaria uma iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A associação foi contestada pela campanha do candidato. A GloboNews, que havia mencionado uma articulação envolvendo um projeto sobre o tema, posteriormente corrigiu a informação de que existiria uma proposta atual ligada a Flávio. O projeto citado no debate era de 2007 e foi arquivado em 2008.
Em decisão posterior, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de centenas de publicações que associavam Flávio à suposta iniciativa contra o título de padroeira, após pedido apresentado pela campanha do candidato do PL.
Rousseff, entretanto, afirmou que a repercussão política do caso já havia alcançado eleitores no interior mineiro.
“O público evangélico ainda não conseguiu chegar nas pequenas cidades mineiras. Vale lembrar, também, que Minas Gerais é um estado muito grande e muito descentralizado. Então, principalmente nas pequenas cidades, a notícia da nossa padroeira, essa possível mudança, desse plano, de fato chegou nas pessoas. Caiu como uma bomba na pauta religião”, declarou.
Fonte: Brasil 247