“Cada sigilo que cai leva Flávio Bolsonaro junto”, diz Boulos sobre ordem de Fachin no STF

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Por Luis Mauro FilhoBrasil 247

247 – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (11) que a ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para a abertura dos documentos do caso Banco Master amplia a pressão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

Em publicação no X, Boulos relacionou a decisão à investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Passaram quase dois anos tentando colocar o esquema do INSS no colo do Lula. Agora o cerco se fecha! Cada sigilo que cai leva Flávio Bolsonaro junto!”, escreveu.

Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros possíveis crimes relacionados aos recursos destinados à produção do longa-metragem. O senador nega irregularidades e afirma que o dinheiro empregado no projeto tem origem privada.

Fachin estabeleceu um prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça disponibilize todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero, registrada como Inquérito 5.026.

A decisão ressalva as diligências que ainda estejam em andamento ou que serão executadas e cuja divulgação antecipada possa prejudicar a investigação. O material também deverá ser encaminhado à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros.

A ordem atende a uma solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão sustentou que a liberação parcial dos documentos poderia transmitir uma percepção equivocada sobre a transparência do caso. Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também haviam solicitado acesso mais amplo ao material.

O alcance da investigação

Mendonça havia divulgado 15 procedimentos derivados da Operação Compliance Zero, mas manteve outras linhas de investigação sob segredo de Justiça. Fachin determinou a retirada do sigilo após a PGR considerar incompleta a relação apresentada pelo relator. A medida alcança os documentos do caso, com exceção das diligências que possam ser comprometidas pela publicidade, segundo a decisão divulgada pelo STF.

Uma das apurações mantidas inicialmente sob sigilo envolve o suposto repasse de R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse. Segundo a Polícia Federal, há suspeita de que o dinheiro tenha sido transferido pelo empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro. Mendonça autorizou a investigação em 22 de julho, após solicitação da PF e manifestação favorável da PGR, conforme informações da Agência Brasil.

O financiamento do filme é examinado em duas frentes no Supremo. Mendonça relata a investigação sobre os recursos ligados a Vorcaro, enquanto o ministro Flávio Dino conduz outra apuração sobre possíveis repasses de emendas parlamentares à produtora responsável pelo longa.

Fonte: Brasil 247

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