Bregman: “O mais importante desta Marcha da Indignação é que comecemos a construir a coordenação em cada lugar”

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Por RedaçãoEsquerda Diário

Após o término da Marcha da Indignação na Plaza de Mayo, Myriam Bregman saudou as agrupações classistas, a militância do PTS na Frente de Izquierda e os comitês por um partido da nova classe trabalhadora; também se juntaram setores que queriam ouvi-la nessa grande jornada de luta que vivemos em todo o país.

– “Companheiras, companheiros, já tivemos o nosso ato. Isto não é outro ato, mas apenas pedimos aqui com Andrea D’Atri, com Christian Castillo, com Oatricio del Corro, com Nicolás del Caño [referências do PTS na Frente de Esquerda Unidade, NdT], para saudar estes companheiros e companheiras dos comitês que vieram hoje, que se mobilizaram, com quem estamos fazendo uma grande experiência em comum e que foram parte fundamental para começar a construir esta marcha da indignação que hoje deu apenas o seu primeiro passo.”

– “Nenhuma luta pode ficar sozinha. A partir de hoje, nenhuma luta pode ficar sozinha. Nenhuma mulher pode sentir uma opressão sem que saiba que todas e todos estamos lutando juntos com ela. Ninguém pode achar que vai ter que lutar sozinho, porque ninguém se salva sozinho. Mas também ninguém luta sozinho. Nenhuma de nós luta sozinha. Se algo nos ensinou este lenço verde, é a força da unidade: o exemplo da luta pelo aborto, em que quando nos unimos pelas bases, quando nos organizamos de ponta a ponta, somos invencíveis. Tínhamos contra nós os senadores, tínhamos contra nós até o Papa, mas conseguimos a lei do direito ao aborto porque a conquistamos com unidade e com organização. É isso mesmo que queremos transmitir hoje com a profunda alegria que nos dá o que construímos. Realmente estou muito orgulhosa. Estamos muito orgulhosos do que conquistamos. Uma marcha em unidade que expressou dezenas de indignações contidas.”

– “A indignação contra o ajuste e a inação das cúpulas pela traição, pelos covardes e por todos os que não têm coragem de enfrentar Milei. Essa indignação contida hoje começou a se manifestar e vai continuar se manifestando a partir da mensagem que as dezenas de milhares que nos mobilizamos hoje vamos levar a cada canto do país. Houve mais de 70 convocatórias; na próxima, vamos coordenar e multiplicar as forças em todo o país para sermos mais, mas o mais importante é que a partir de amanhã comecemos a construir a coordenação em cada lugar, em cada cidade, em cada universidade, em cada escola, em cada local de trabalho, para lutar todos juntos, coordenados, multiplicando as forças. Cada um de nós pode ser alguém que multiplica por dois, por três, por quatro, se a convicção que demonstrarmos for a que demonstramos hoje. Hoje fizemos algo muito importante.”

– “A relação de forças se constrói: vamos por uma grande greve geral por fora dos aparatos tradicionais, por fora dos que sempre dizem que a relação de forças não dá. Pois bem, vamos mostrar a eles que a relação de forças se constrói e que estamos dispostas. Estamos dispostos a fazer isso porque “o amor vence o ódio, mas melhor ainda é a greve geral”. Então vamos, vamos pela greve geral. Vamos construir essa luta para derrotar Milei, seus cúmplices, o Fundo Monetário e para expulsar os ingleses das Malvinas. Muito obrigada, companheiros e companheiras. Viva a greve geral, viva a classe trabalhadora e muito obrigada companheiros e companheiras dos comitês que hoje vieram e foram parte fundamental desta luta. Muito obrigada.”

Fonte: Esquerda Diário

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