Brasil reafirma confiança no futuro das parcerias empresariais do BRICS
Por Leonardo Sobreira — Brasil 247
247 – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula do BRICS em Nova Déli, afirmou, nesta sexta-feira (11), que o bloco de nações consolidou-se como uma plataforma para promover intercâmbios entre economias das mais dinâmicas e prósperas do mundo.
“Com sua recente expansão, os BRICS se consolidaram como uma plataforma para conectar algumas das economias mais dinâmicas e prósperas do mundo”, afirmou Vieira no Fórum Empresarial do BRICS, na capital da Índia.
Vieira afirmou que o Brasil está confiante na força das parcerias forjadas no âmbito do BRICS, ao criticar as ameaças do protecionismo, da coerção econômica e de sanções unilaterais.
Vieira também afirmou que a ascensão econômica do Sul Global gerou transformações profundas no cenário internacional. “Reunimo-nos hoje em meio a profundas transformações no cenário global, impulsionadas por décadas de crescimento consistente do Sul Global. De 1960 até os dias atuais, a participação dos países de baixa e média renda no PIB mundial aumentou de 20% para mais de 50%. Os membros dos BRICS respondem hoje por 40% da produção econômica mundial”, afirmou Vieira.
“O Brasil trouxe para este Fórum representantes de alto nível de mais de 15 grandes empresas. É um sinal claro de nossa confiança na força do presente e no futuro da parceria entre o setor privado dos BRICS”, afirmou Vieira.
Nova Déli sediará a cúpula do BRICS entre os dias 12 e 13 de setembro. O Fórum Empresarial do BRICS, organizado anualmente pelo Conselho Empresarial do BRICS, tradicionalmente tem início no dia anterior à cúpula. O evento se tornou uma plataforma importante para a interação entre representantes empresariais dos países do BRICS.
O BRICS é uma associação intergovernamental criada em 2006 por Brasil, Rússia, Índia e China, com a entrada da África do Sul em 2011. Vários outros países aderiram ao grupo no início de 2024. A Índia exerce a presidência rotativa do BRICS em 2026.
Íntegra do discurso da intervenção do ministro Mauro Vieira no Fórum Empresarial do BRICS em Nova Déli:
Excelência, Primeiro-Ministro Narendra Modi, da Índia,
Distintos líderes dos países dos BRICS,
Representantes empresariais,
Senhoras e senhores,
Gostaria de começar transmitindo as mais calorosas saudações do presidente Lula e seus votos de uma reunião muito bem-sucedida. Ele não pôde participar conosco hoje devido à proximidade das eleições gerais no Brasil. O presidente Lula me pediu que transmitisse seu profundo apreço pelos BRICS e, particularmente, por sua dimensão empresarial, da qual este Fórum é o melhor exemplo.
Reunimo-nos hoje em meio a profundas transformações no cenário global, impulsionadas por décadas de crescimento consistente do Sul Global. De 1960 até os dias atuais, a participação dos países de baixa e média renda no PIB mundial aumentou de 20% para mais de 50%. Os membros dos BRICS respondem hoje por 40% da produção econômica mundial.
Com sua recente expansão, os BRICS se consolidaram como uma plataforma para conectar algumas das economias mais dinâmicas e prósperas do mundo.
Em um momento em que a economia global é ameaçada pelo protecionismo, pela coerção econômica e por sanções unilaterais, aproximar nossos setores produtivos é mais relevante do que nunca.
Em meio a esse cenário de crise, o Brasil fez uma escolha clara pela abertura econômica e pela diversificação de parcerias. Por meio do MERCOSUL, o Brasil assinou acordos de livre comércio com três grandes parceiros nos últimos três anos e está conduzindo negociações em outras seis frentes. No âmbito dos BRICS, nosso comércio com os países-membros corresponde a mais de um terço de nossas trocas comerciais totais.
Em 2024, o Brasil promoveu sua mais ambiciosa reforma tributária até hoje, com o objetivo de simplificar e alinhar nosso sistema às práticas mais modernas. Não por acaso, o Brasil foi o terceiro maior receptor de investimento estrangeiro direto do mundo em 2025, atraindo mais de US$ 77 bilhões.
O Brasil trouxe para este Fórum representantes de alto nível de mais de 15 grandes empresas. É um sinal claro de nossa confiança na força do presente e no futuro da parceria entre o setor privado dos BRICS.
Nossas economias possuem vastas forças complementares. Nossas nações estão em uma posição única para liderar um novo paradigma de desenvolvimento baseado na agricultura sustentável, na manufatura avançada, nas energias renováveis, na bioeconomia e na inteligência artificial.
Gostaria de expressar minha gratidão ao Conselho Empresarial dos BRICS e à Aliança Empresarial de Mulheres pelo apoio na promoção do comércio, no estímulo aos investimentos e na melhoria do ambiente de negócios em todo o bloco.
Como o presidente Lula costuma afirmar, os governos podem abrir portas e criar condições para o estabelecimento de parcerias. Fazer investimentos e construir vínculos concretos, no entanto, é papel do setor privado. Que este fórum transforme nossas prioridades políticas em oportunidades concretas e realidades econômicas.
Obrigado.
Fonte: Brasil 247