Bradesco levanta R$ 6,5 bilhões na primeira fase de aumento de capital

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Por Redação Brasil 247Brasil 247

247 – O Bradesco levantou R$ 6,541 bilhões na primeira etapa de seu aumento de capital, após a subscrição de ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) pelos acionistas. A operação faz parte do plano anunciado pelo banco em julho para captar até R$ 10 bilhões e reforçar sua estrutura de capital. As informações são do Valor Econômico.

Nesta primeira fase, foram subscritas 252.659.012 ações ordinárias, ao preço de R$ 15,43 por papel, e 149.812.765 ações preferenciais, por R$ 17,64 cada.

O resultado representa uma parcela relevante do aumento de capital planejado pelo Bradesco, mas ainda restam ações que poderão ser adquiridas pelos investidores nas próximas etapas da operação.

Bradesco fará rateio das sobras

Depois do encerramento do período inicial de subscrição, o banco fará o rateio das ações que não foram adquiridas.

Estão disponíveis nessa etapa 50.217.384 ações ordinárias e 152.163.592 ações preferenciais. Elas serão oferecidas aos investidores que exerceram seus direitos de preferência na primeira fase e manifestaram interesse nas sobras.

De acordo com as condições da operação, cada ação ordinária subscrita dá direito a adquirir aproximadamente 19,9% de uma nova ação ordinária e 31,3% de uma ação preferencial no rateio das sobras. Para cada ação preferencial subscrita, o percentual correspondente é de aproximadamente 51,17%.

Nova etapa de subscrição

O período para subscrição das sobras será realizado entre os dias 21 e 25 de maio.

Os recibos correspondentes às ações subscritas poderão ser negociados na B3 a partir de 30 de maio e permanecerão nessa condição até que o aumento de capital seja homologado pelo Banco Central.

Caso ainda existam ações disponíveis após essa fase, o Bradesco poderá realizar novos rateios entre os acionistas interessados ou levar os papéis remanescentes a leilão na B3.

Controladores se comprometem com até R$ 8 bilhões

Um dos elementos centrais da operação é o compromisso assumido pelos principais acionistas controladores do Bradesco.

As holdings Cidade de Deus e NCF e a Fundação Bradesco se comprometeram a aportar, conjuntamente, até R$ 8 bilhões no aumento de capital.

Esse compromisso dá ao banco uma garantia relevante para a execução da operação mesmo caso os demais acionistas não exerçam integralmente seus direitos de subscrição.

Se os aportes dos controladores alcançarem os R$ 8 bilhões previstos, o conselho de administração poderá decidir pela homologação parcial do aumento de capital, sem necessariamente atingir o teto de R$ 10 bilhões. Nesse cenário, as ações eventualmente não subscritas poderão ser canceladas.

Operação depende do Banco Central

A conclusão do aumento de capital ainda depende da homologação pelo Banco Central.

O procedimento ocorrerá após o encerramento das etapas de subscrição e a definição do volume efetivamente captado pelo Bradesco.

Com a operação, o banco busca fortalecer sua posição de capital e ampliar sua capacidade financeira. A primeira etapa, com R$ 6,5 bilhões subscritos, aproxima o Bradesco do piso de R$ 8 bilhões assegurado pelo compromisso de suas acionistas controladoras e do objetivo máximo de R$ 10 bilhões estabelecido para a operação.

Fonte: Brasil 247

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