Bolsonarista Alexandre Knoploch ameaça com arma o comitê de campanha do PSOL na Tijuca

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Por Redação — Esquerda Diário

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O deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) ameaçou sacar uma arma durante uma discussão com um comitê de campanha do PSOL numa rua movimentada da Tijuca, zona norte do Rio.

O deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) ameaçou sacar uma arma durante uma discussão com um comitê de campanha do PSOL numa rua movimentada da Tijuca, zona norte do Rio. As imagens que circularam nas redes sociais, foram publicizadas por membros do comitê de campanha do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) que presenciaram a ameaça. Segundo os militantes, ainda, Knoploch teria, antes da ameaça armada, utilizado também spray de pimenta contra o comitê, que também é considerado ilegal, já que o porte do spray só é autorizado para mulheres acima de 18 anos para fins de defesa pessoal.

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Esta é mais uma cena da violência política perpetrada pelo bolsonarismo, mostra mais uma vez a reacionária agenda do bolsonarismo, que busca à todo momento calar a esquerda por meio da violência física, incluindo a ameaça de morte. Em suas redes sociais, o reacionário deputado estadual, que busca a reeleição, relatou que o estopim, para ele, teria sido uma música associando Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master e às Tarifas de Trump.

Ou seja, o deputado recorreu à violência porque não foi capaz de responder nas ruas às uma série de crimes atribuídos à figura de Flávio Bolsonaro, incluíndo o recebimento de cerca de R$ 134 milhões acordados para a produção do filme Dark Horse — filme B de ficção que retrataria Jair Bolsonaro como um herói messiânico, um verdadeiro patriota que bate continência para a bandeira norte americana — apesar da produção aparentar ser de baixo orçamento, a verdade é que o dinheiro do Vorcaro era grande, e sumiu, especula-se que foi parar na conta do advogado do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, nos EUA.

Esse método miliciano da extrema-direita é reforçado quando, no Tribunal Superior Eleitoral, os ministros indicados por Jair Bolsonaro protegem a campanha de Flávio Bolsonaro, vetando qualquer propaganda que vincule o candidato aos milicianos que ele mesmo homenageava na Alerj, como é o caso de Adriano da Nóbrega, miliciano muito próximo da família Bolsonaro, envolvido no assassinato de Marielle Franco, e morto em uma emboscada policial na Bahia.

Knoploch, como dezenas de outros parlamentares bolsonaristas, se valem do mandato para cometer violências deste tipo, vão desde as ameaças diretas como o ocorrido neste final de semana, mas até chegar nesse ponto, a violência já passou por diversas fases, desde a provocação, as fake news contra a esquerda, as políticas de ataque às mulheres, os negros e a população LGBTQIA+, entre inúmeras outras formas de violência.

Contra o bolsonarismo, movimento que uma ante sala, um laboratório do fascismo, vemos a cada dia se provar a máxima que com fascismo não se discute. Alexandre Knoploch precisa ser responsabilizado criminalmente e perder seu cargo, mas só isso não é o suficiente, pois atrás dele há dezenas de outros iguais para substituí-lo. Precisamos avançar em medidas concretas para a proteção e defesa dos espaços da esquerda frente às ameaças da extrema direita.

Fonte: Esquerda Diário

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