BNDES cria centro para produzir estudos sobre setores estratégicos da economia

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Por Aquiles Lins — Brasil 247

247 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (24) a criação do Centro de Estudos Aplicados para o Desenvolvimento Sustentável (CEADS), estrutura voltada à produção de conhecimento para subsidiar políticas de desenvolvimento sustentável e apoiar setores considerados estratégicos para o futuro da economia brasileira.

Segundo informações divulgadas pelo próprio BNDES, o centro deverá produzir estudos e cursos, além de reunir pesquisadores e especialistas em torno de demandas econômicas e produtivas. Entre as áreas inicialmente previstas estão florestas e bioeconomia, minerais críticos e estratégicos, modernização do futebol brasileiro, indústria audiovisual, indústria química e o futuro do varejo no país.

O presidente do banco, Aloizio Mercadante, afirmou que a proposta é integrar iniciativas de pesquisa já desenvolvidas pela instituição e em parceria com organizações públicas e privadas. “O CEADS vai articular todas essas iniciativas”, afirmou.

O anúncio ocorreu durante a Cerimônia de Premiação de Projetos Emblemáticos do BNDES, evento que reconheceu iniciativas consideradas relevantes ao longo dos mais de 70 anos de história do banco.

Articulação entre governo, academia e setor produtivo

A proposta do CEADS parte da posição do BNDES como instituição financeira de desenvolvimento e de sua capacidade de estabelecer conexões entre governo, universidades, empresas e organizações da sociedade.

Na avaliação da direção do banco, essa articulação permitirá transformar pesquisas acadêmicas e conhecimento técnico em ferramentas para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas.

Mercadante também destacou o peso do BNDES na trajetória do desenvolvimento econômico brasileiro e citou o patrimônio da instituição.

“É só olhar para a história do Brasil hoje e imaginar: se esse banco não existisse, o que é que nós teríamos sido ao longo da história? Então, faz muita diferença ter um banco como o BNDES, um banco que pensa, um banco que possui um volume de ativos de R$ 1,1 trilhão”, disse.

Centro terá foco em setores considerados estratégicos

O CEADS pretende concentrar parte de sua produção em áreas apontadas pelo banco como capazes de desempenhar papel relevante na transformação da economia brasileira nos próximos anos.

Entre os temas estão a exploração sustentável das florestas e da bioeconomia, a produção de minerais críticos utilizados em tecnologias ligadas à transição energética e a discussão sobre novos caminhos para setores tradicionais e culturais da economia.

A programação também prevê pesquisas relacionadas à indústria química, ao audiovisual, ao varejo e à modernização do futebol brasileiro.

Além da elaboração de estudos, o centro deverá promover cursos e ampliar a interação entre pesquisadores, especialistas e áreas técnicas do banco.

Modelo já existe em bancos de desenvolvimento no exterior

A criação do centro aproxima o BNDES de modelos adotados por outras instituições financeiras de desenvolvimento no mundo.

No Japão, o Development Bank of Japan mantém o Research Institute of Capital Formation (RICF), que atua na produção de conhecimento e realiza pesquisas em parceria com universidades e especialistas externos, inclusive sobre sustentabilidade econômica e social.

Na Alemanha, o banco de desenvolvimento KfW conta com o KfW Research, núcleo dedicado à elaboração de análises econômicas, indicadores, projeções e recomendações de políticas públicas.

Já no Asian Development Bank, o Economic Research and Development Impact Department (ERDI) atua como centro de pesquisa econômica e de análise de dados, produzindo estudos e apoiando a avaliação do impacto das operações da instituição.

Com o CEADS, o BNDES pretende incorporar esse modelo à sua estrutura e ampliar sua atuação não apenas como financiador, mas também como produtor e articulador de conhecimento voltado ao desenvolvimento econômico e sustentável do país.

Fonte: Brasil 247

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