BNDES aprova R$ 78,8 milhões para planta de biometano em Vila Velha

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Publicado em 22 de Setembro de 2026 às 14:38

André Cypreste

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 78,8 milhões em financiamento para a instalação de uma planta de produção de biometano em Vila Velha. O projeto faz parte de um investimento conjunto que pode chegar a R$ 245 milhões para a construção dessa unidade e de uma outra em Mauá, na Grande São Paulo.

Os recursos destinados ao empreendimento capixaba são provenientes do Fundo Clima e da linha BNDES Finem. A unidade será implantada pela GNR Vila Velha, empresa formada em parceria pelos grupos Lara e MDC Energia.

A planta terá capacidade para produzir 32 mil metros cúbicos normais de biometano por dia. O combustível será obtido a partir do biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário administrado pelo Grupo Lara.

Esses projetos apoiam uma cadeia produtiva nacional inovadora e a oferta de combustível sustentável na matriz energética brasileira

Aloizio Mercadante,  presidente do BNDES

A previsão é que a unidade entre em operação comercial no primeiro semestre de 2027. A produção será comercializada por meio de contratos de longo prazo firmados com a Ultragaz.

Ao todo, o BNDES aprovou R$ 180,7 milhões para os dois projetos: R$ 78,8 milhões serão destinados à planta de Vila Velha e os outros R$ 101,9 milhões, à na unidade de Mauá. O aporte tem potencial de chegar a   R$ 245 milhões até o fim da implementação.

As duas plantas terão capacidade instalada conjunta de 97 mil Nm³ de biometano por dia, sendo 65 mil Nm³/dia na unidade paulista.

De acordo com o BNDES, os projetos fazem parte de uma estratégia de aproveitamento energético do biogás produzido em aterros sanitários. A transformação do gás em biometano permite sua utilização como combustível renovável.

Durante a instalação das duas unidades, a estimativa é de criação de 575 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. Na fase de operação, a previsão é de mais de 50 empregos permanentes.

Segundo o banco, os empreendimentos também contribuem para a chamada economia circular, ao transformar o biogás gerado pela decomposição de resíduos em combustível renovável.

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