BNDES aprova R$ 180,7 milhões para implantação de duas plantas de biometano no Espírito Santo e em São Paulo

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – Duas novas plantas de produção de biometano a partir de biogás de aterros sanitários serão implantadas em Vila Velha, no Espírito Santo, e em Mauá, na Grande São Paulo, com apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os financiamentos aprovados somam R$ 180,7 milhões.

Os recursos serão destinados às empresas GNR Vila Velha e GNR Mauá, sociedades formadas por meio de parceria entre os grupos Lara e MDC Energia. Do total aprovado, R$ 78,8 milhões irão para o projeto capixaba, enquanto R$ 101,9 milhões serão aplicados na unidade paulista.

Somados os financiamentos do BNDES e os recursos próprios das empresas, o investimento total nos dois empreendimentos chegará a R$ 245 milhões. Os recursos aprovados têm origem no Fundo Clima e na linha BNDES Finem, instrumentos voltados ao financiamento de projetos estruturantes e de baixo carbono.

As duas plantas terão capacidade instalada conjunta de 97 mil Nm³ por dia de biometano. A unidade de Vila Velha deverá produzir 32 mil Nm³/dia, enquanto a planta de Mauá terá capacidade de 65 mil Nm³/dia. O combustível renovável será obtido a partir da captura do biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários administrados pelo Grupo Lara.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os projetos se inserem na estratégia de transição energética e de fortalecimento da economia circular. “O biometano transforma resíduos em energia renovável e evita emissões de gases de efeito estufa, ao capturar o metano produzido nos aterros sanitários. Esses projetos apoiam uma cadeia produtiva nacional inovadora e a oferta de combustível sustentável na matriz energética brasileira”, disse.

A previsão é que as unidades entrem em operação comercial no primeiro semestre de 2027. A produção será vendida por meio de contratos de longo prazo firmados com a Ultragaz, o que deve garantir demanda para o biometano produzido nas duas plantas.

Além do impacto ambiental, os empreendimentos devem gerar empregos durante as fases de implantação e operação. A estimativa é de criação de 575 postos de trabalho durante as obras, entre vagas diretas e indiretas. Após o início da operação, os projetos devem manter mais de 50 empregos permanentes.

O biometano é considerado uma alternativa renovável ao gás natural fóssil e pode ser usado em diferentes aplicações energéticas. No caso dos projetos financiados pelo BNDES, a produção parte do aproveitamento de resíduos urbanos, reduzindo a liberação de metano na atmosfera e convertendo um passivo ambiental em fonte de energia.

O Grupo MDC Energia já opera unidades semelhantes, como a GNR Dois Arcos, em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. A expansão para Espírito Santo e São Paulo reforça a aposta no uso de aterros sanitários como fonte para produção de combustível renovável em escala comercial.

Fonte: Brasil 247

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