Bets e eleições mudam cenário político na CBF
Por Esporte News Mundo — Carta Capital
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Samir Xaud ganha força política na CBF após se aproximar dos clubes na pauta das bets e ampliar suas articulações em Roraima, abrindo caminho para uma possível reeleição em 2029.
Samir Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vive um momento de fortalecimento político nos bastidores da entidade. Segundo informações de O Globo, a atuação do dirigente contra o fim das apostas esportivas, em sintonia com os clubes brasileiros, e suas articulações políticas em Roraima ampliaram seu espaço de influência e abriram caminho para discussões sobre uma possível reeleição em 2029.
O posicionamento sobre as bets aproximou Xaud de dirigentes de clubes e reforçou sua atuação institucional. De acordo com O Globo, o presidente da CBF priorizou compromissos eleitorais em Roraima e optou por não comparecer a uma reunião em Brasília, organizada pelo Ministério do Esporte para discutir propostas do governo federal sobre o tema.
O encontro acabou adiado após a falta de alinhamento entre os ministérios do Esporte e da Fazenda sobre um plano de recuperação de dívidas dos clubes, que envolveria alternativas de financiamento com a Caixa Econômica Federal ou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A reunião havia mobilizado dirigentes de equipes como Atlético-MG, Internacional e Corinthians, conforme relatado pelo jornal.
A movimentação também tem reflexos nas relações políticas de Xaud. Segundo O Globo, o dirigente era associado ao grupo de Brasília ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, mas agora busca consolidar uma posição mais independente. Nesse cenário, Francisco Mendes, conhecido como Chico e filho do ministro, aparece nos bastidores como possível candidato à próxima eleição da CBF.
As articulações regionais também contribuem para o capital político do atual presidente. Conforme as informações publicadas por O Globo, o pai de Samir Xaud preside a federação de futebol de Roraima, enquanto sua mãe foi eleita suplente da senadora Teresa Surita, crítica ao STF e apoiadora de Flávio Bolsonaro. A projeção familiar no estado amplia a influência política de Xaud fora do ambiente da CBF.
Outro fator é a recuperação do dirigente após o desgaste público provocado pela divulgação, durante a Copa do Mundo, de informações sobre gastos pessoais relacionados a relacionamentos extraconjugais. Na ocasião, Francisco Mendes teria oferecido apoio nos bastidores. Depois de um período afastado das discussões públicas, Xaud retomou o protagonismo institucional e passou a participar novamente das articulações políticas da entidade.
A possibilidade de reeleição em 2029 ganhou espaço diante desse novo cenário. A tese de que Xaud cumpriria apenas um mandato perdeu força, enquanto o presidente busca ampliar sua autonomia em relação ao grupo de Brasília e fortalecer sua base entre os clubes e aliados políticos.
O movimento ainda depende das articulações nos próximos anos, mas a atuação na pauta das apostas esportivas e a influência regional em Roraima colocaram Samir Xaud em posição de maior destaque na disputa pelo futuro comando do futebol brasileiro, segundo a análise apresentada por O Globo.
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Fonte: Carta Capital