Auxiliar de pedreiro de 19 anos que sonhava entrar no Exército morre afogado no Rio Claro, em Jataí: “Não foi para ajudar em casa”

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Por Raunner Vinícius SoaresJornal Opção

Auxiliar de pedreiro de 19 anos que sonhava entrar no Exército morre afogado no Rio Claro, em Jataí: “Não foi para ajudar em casa”

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) confirmou, nesta segunda-feira, 21, a localização do corpo de Eduardo Gonçalves Conceição, de 19 anos, que havia desaparecido após um afogamento no Rio Claro, em Jataí. Ao Jornal Opção, o aspirante Pyetro Augusto detalhou as circunstâncias do acidente e a operação de resgate.

De acordo com o oficial, Eduardo estava com um grupo de jovens que decidiu se banhar em um trecho do rio onde a prática é proibida. “Era um grupo de jovens que decidiram ir até esse local que, a princípio, não é propício para o banho. Inclusive, é proibido tomar banho nesse local. Eles foram para lá por volta das 13h, 14h da tarde do domingo”, explicou.

O chamado foi recebido pelos Bombeiros por volta das 18h30. Segundo relatos de testemunhas, Eduardo teria escorregado em uma trilha de pedras, batido a cabeça e submergido.

“Ele teria escorregado em uma trilha de pedras que passa por cima desse fluxo de água, batido com a cabeça nas pedras e aí vindo a submergir posteriormente”, apontou.

A operação de busca

A equipe isolou o local e orientou os presentes a não tentarem realizar o resgate por conta própria. “Orientamos as pessoas que estavam ali para que não tentassem nenhum tipo de salvamento para evitar um afogamento secundário, até a chegada da nossa equipe náutica, que veio de Goiânia ainda ontem”, explicou.

Na manhã desta segunda-feira, às 6h30, os mergulhadores iniciaram as buscas. Por volta das 9h30, o corpo de Eduardo foi localizado a aproximadamente 50 metros do ponto onde ele teria caído, a uma profundidade de 6,5 metros.

“Ali, aproximadamente 9h30 da manhã, encontraram o corpo dessa vítima a aproximadamente 50 metros do local onde essa vítima caiu, a uma profundidade de 6,5 metros”, disse.

O corpo foi retirado da água e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Local de risco

O aspirante afirmou que o trecho é proibido para banho devido às condições consideradas perigosas, como a forte correnteza, a profundidade e a baixa visibilidade da água.

“O local é proibido para banho devido à correnteza, à forte correnteza da água. Ali tem lugares em que a profundidade chega a 12 metros, a turbidez da água, a falta de visualização e uma correnteza muito forte”, afirmou.

Perfil da vítima

Eduardo trabalhava como auxiliar de pedreiro e, segundo informações recebidas pelos Bombeiros, era considerado um jovem trabalhador.

“A informação que nós tivemos é que ele era auxiliar de pedreiro. Inclusive, foi uma cena até que comoveu as pessoas que estavam ali próximas, de bastante tristeza, porque parece que era um jovem trabalhador”, disse Pyetro.

Segundo o oficial, Eduardo tinha o sonho de servir ao Exército, mas optou por permanecer em casa para ajudar o padrasto.

“Até não foi para o Exército, que era o sonho dele, para poder ajudar o padrasto dele em casa, na economia de casa, trabalhando como servente de pedreiro. Era um jovem trabalhador”, finalizou.

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Fonte: Jornal Opção

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