Às pressas, 16 famílias deixam prédio com rachaduras em Vila Velha

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Publicado em 14 de Outubro de 2026 às 09:35

Redação de A Gazeta

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Dezesseis famílias tiveram que deixar às pressas os apartamentos onde moram no Residencial Praia da Sereia, na região de Vale Encantado, em Vila Velha. O bloco F do condomínio foi interditado no sábado (10) após a identificação de problemas estruturais que, segundo os moradores, se agravaram nos últimos dias. 

O edifício está sinalizado com placas e fitas de isolamento, e os residentes esperam um posicionamento da Defesa Civil, da Caixa Econômica Federal (financiadora do empreendimento) e dos demais órgãos envolvidos sobre as próximas etapas.

Moradora do condomínio há 20 anos, Alice Sena contou que já havia fissuras no apartamento dela há cerca de uma década, mas que percebeu um aumento nos últimos dias. No sábado, ela voltou do supermercado e precisou deixar o imóvel após a chegada da Defesa Civil.

“A gente já estava monitorando, viu que não teve jeito e teve que sair às pressas do condomínio. Essas pequenas fissuras, no meu apartamento, já tem há uns 10 anos. A gente via, mas achava que não era nada”, relatou.

Sem saber quando poderá voltar para casa, Alice está hospedada na casa de uma amiga com a filha. 

“A gente perde a estrutura, a base. Metade de nós somos quitados e metade ainda são financiados. Tem casal que acabou de financiar e teve que sair às pressas”, contou.

Segundo o síndico do condomínio, Ivo Junior, a situação do bloco F já vinha sendo acompanhada por uma equipe de engenharia. Após a realização de testes, os profissionais orientaram o acionamento da Defesa Civil, que esteve no local no sábado e recomendou a retirada dos moradores por segurança.

De acordo com o síndico, o condomínio também recebeu orientações do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), que esteve no residencial duas vezes.

“Esteve no local (Crea) e nos orientou a fazer estudo do solo e contratar uma empresa para fazer o estudo estrutural do bloco. A partir desse estudo, vai ser confeccionada uma planta, e a empresa contratada vai executar essa planta para que o bloco fique habitável”, explicou.

O síndico ressaltou que a prioridade foi preservar a vida dos moradores e garantir que a retirada dos apartamentos ocorresse com segurança.

O diretor operacional da Defesa Civil, Gilvandro Pinto, afirmou que a atuação do órgão tem como prioridade a preservação da vida. Diante da situação identificada no edifício, os moradores foram notificados e o bloco foi interditado.

“Fizemos a interdição e oferecemos abrigo para quem não tiver para onde ir”, declarou.

A reportagem de A Gazeta procurou a Caixa Econômica Federal, que  informou que acompanha a situação do Residencial Praia da Sereia, construído com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), no âmbito do Programa de Arrendamento Residencial (PAR).

A Caixa afirmou ainda que, em casos que envolvem possível risco à segurança ou interdição, a avaliação inicial é de responsabilidade da Defesa Civil. A instituição destacou que aguarda o laudo de interdição emitido pelo órgão para realizar uma análise técnica de engenharia e avaliar possíveis intervenções no residencial, dentro de suas atribuições legais e contratuais.

O Crea-ES e a Defesa Civil de Vila Velha também foram procurados para dar mais informações sobre a interdição, as condições estruturais do edifício e as medidas previstas para garantir a segurança dos moradores. Assim que houver retorno, o texto será atualizado.

* Com informações da repórter Alice Sousa, da TV Gazeta. 

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