As gafas da Meta e o problema de transformar a vigilância em algo estético

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As novas gafas da Meta, inicialmente promovidas como dispositivos que garantem a privacidade e controle do usuário, enfrentam críticas e são apelidadas de ‘gafas de pervertidos’. Essa mudança de percepção reflete uma tendência crescente de banalização da vigilância, onde o controle se torna parte da estética cotidiana. No TikTok, por exemplo, o filtro ‘CCTV edit’ simula gravações de câmeras de segurança, mostrando como os usuários agora produzem e consomem essa estética de vigilância em suas próprias vidas. A normalização da exposição constante nas redes sociais, como evidenciado pelo fenômeno do ‘photodump’, tem gerado uma nova dinâmica social, onde a vigilância é reinterpretada como um jogo visual, aumentando a desconfiança entre as pessoas. Além disso, uma recente investigação levantou preocupações sobre a privacidade das gafas inteligentes desenvolvidas pela EssilorLuxottica em parceria com a Meta, que também está lidando com processos relacionados ao impacto de suas plataformas na saúde mental de crianças.

Fonte: eldiario.es – eldiario.es

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