Aprovação do governo Lula se mantém em 43% na pesquisa Quaest a três semanas do primeiro turno

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – A três semanas da realização do primeiro turno das eleições deste ano, o índice de aprovação do mandato do presidente Lula (PT) permaneceu estável em 43%, mesmo após os episódios recentes da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a repercussão das apurações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva.

Divulgada nesta segunda-feira (14), a pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. O percentual de aprovação registrado é exatamente o mesmo da rodada anterior da pesquisa, divulgada no dia 7 de setembro. No histórico recente do levantamento, o indicador apresentou oscilações: em 2 de setembro, a aprovação estava em 45%, enquanto na pesquisa realizada em 14 de agosto o índice figurava em 46%.

Por outro lado, o índice de desaprovação do governo federal se manteve estável em 50%. A marca atual representa um leve recuo na comparação com os levantamentos de 2 e 7 de setembro, datas em que o indicador de rejeição à gestão havia alcançado 48%.

A pesquisa da Quaest foi a campo entre os dias 10 e 13 de setembro, com registro oficial junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-03607/2026. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

Crise institucional no STF e desdobramentos

O levantamento capturou a avaliação do eleitorado em meio aos desdobramentos mais recentes do embate institucional no Supremo Tribunal Federal. O conflito contrapôs os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, relator do chamado caso Master. Diante do acirramento das tensões internas no tribunal, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, atendeu a solicitações e determinou a derrubada do sigilo do material integrante das investigações.

Investigações sobre Fábio Luís

A sondagem também mediu os reflexos da repercussão pública do caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva. A Polícia Federal apura se o filho do presidente teria utilizado influência política para favorecer empresas em contratos e negócios firmados com o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros órgãos da administração pública.

As investigações tiveram início a partir da identificação de relações com pessoas investigadas em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Contudo, Fábio Luís não foi indiciado por participação direta nos desvios apurados. A defesa nega veementemente qualquer tipo de irregularidade.

Fonte: Brasil 247

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