Após alta, Caiado cita Ludhmila Hajjar para Saúde e promete indicar quatro mulheres ao STF

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Por Cilas GontijoJornal Opção

Após alta, Caiado cita Ludhmila Hajjar para Saúde e promete indicar quatro mulheres ao STF

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) indicou, neste domingo, 13, que a médica goiana Ludhmila Abrahão Hajjar, natural de Anápolis, poderá ter um espaço no Ministério da Saúde em um eventual governo. Durante entrevista após receber alta hospitalar em São Paulo, Caiado também afirmou que pretende indicar quatro mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os nomes citados está o da ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Ao se referir à médica, o candidato afirmou: “Quem vai arrumar a saúde no Brasil? Essa mulher que tem essa credencial, esse reconhecimento nacional, aqui está ela, a professora Ludhmila Abrahão”.

Recuperação

Caiado recebeu alta neste domingo, após ser internado na quinta-feira, 10, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Segundo o candidato, um quadro de faringite aguda evoluiu rapidamente para pneumonia, que foi tratado durante a internação. Apesar de afirmar estar em condições de retomar as atividades, ele disse que ainda precisa seguir recomendações médicas. “Não vou dizer a você 100%”, disse. Segundo Caiado, Ludhmila recomendou a continuidade das medicações por via oral e uma redução no ritmo da agenda, evitando viagens sucessivas, mudanças de clima e grandes aglomerações.

Ao comentar sua volta à agenda política, Caiado afirmou que pretende participar de um debate paralelo marcado para esta segunda-feira, 14. O candidato aproveitou o momento para fazer uma avaliação do cenário nacional e disse nunca ter presenciado, em seus 40 anos de vida política, “um momento tão desestruturante do ponto de vista das instituições que comandam os poderes no país”. Para ele, a crise envolve os três Poderes e provoca “ansiedade enorme” e “decepção profunda” na população.

Mulheres no STF

Caiado afirmou ter decidido que, caso tenha oportunidade de preencher quatro vagas no Supremo, indicará mulheres. Uma das citadas foi Raquel Dodge, que, segundo ele, apresentou parecer contrário à instalação do inquérito das fake news. “Se as pessoas tivessem seguido o parecer da ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não estaria acontecendo nada disso. Não teria aí sequer instalado o inquérito da Fake News”, declarou. Caiado disse ainda que mulheres como Dodge teriam “mais sensibilidade” e “mais coragem de enfrentar os momentos mais delicados”.

O candidato afirmou que pretende escolher nomes com independência e compromisso com o cumprimento das regras. Ao defender as indicações femininas, declarou: “As mulheres não transigem nisso, não têm esses conchavos. Elas têm muito mais responsabilidade e pensam muito mais no futuro do Brasil”. Além de Dodge, Caiado apresentou Ludhmila como outro nome de destaque, classificando a médica como uma profissional reconhecida e preparada para atuar na gestão pública da saúde.

Propostas para o SUS

Na área da saúde, Caiado comunicou que pretende mudar a forma de organização das filas do Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando os pacientes de acordo com a gravidade do quadro, e não apenas pela ordem cronológica de inscrição. Segundo ele, a proposta foi discutida na elaboração do plano de governo com Ludhmila e envolve também o uso de novas tecnologias, telemedicina e uma regulação mais moderna. “Você precisa ter uma instalação de um hospital de média e alta complexidade, mas também policlínicas em uma área que atinja no mínimo um milhão, dois milhões de pessoas”, disse.

Caiado defendeu ainda a integração entre unidades básicas de saúde, hospitais da rede pública, instituições filantrópicas e hospitais privados para ampliar a capacidade de atendimento. A ideia, segundo ele, é utilizar a unidade básica como porta de entrada e triagem, com apoio da telemedicina para direcionar os pacientes. O candidato também afirmou que pretende reduzir os deslocamentos de moradores de regiões carentes que precisam viajar centenas de quilômetros em busca de atendimento especializado.

O candidato citou experiências realizadas em Goiás e afirmou que pretende combater o que chamou de “mortes evitáveis”, causadas pela demora no atendimento. Também mencionou ações voltadas a adolescentes com obesidade mórbida e o fornecimento gratuito de medicamentos, além da necessidade de preparar a rede para o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas, como diabetes, AVC e problemas reumáticos e ortopédicos.

Ao defender Ludhmila para a área da saúde, Caiado afirmou: “Eu sei quem eu estou colocando ali dentro, sei da garra, da determinação dessa mulher e sei da competência dela para gerir o Ministério da Saúde no Brasil”. O candidato também associou sua proposta de governo ao combate à corrupção e disse que pretende recuperar recursos desviados. “Eu vou botar a mão neles”, reforçou. Caiado declarou que pretende governar com “mãos sérias, limpas” e prometeu aos eleitores: “Eu não vou desonrar o voto de quem votar em Caiado”.

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Fonte: Jornal Opção

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