Alvo de investigação por elo com o PCC, ex-prefeito do Repúblicanos conquista vaga na Câmara

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – O ex-prefeito de Embu das Artes Ney Santos (Republicanos) foi eleito deputado federal por São Paulo no domingo (4), com 118.566 votos. O político, acusado pelo Ministério Público de manter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), ainda enfrenta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um recurso contra o registro de sua candidatura.

Segundo reportagem do Metrópoles, Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos, é réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele também foi condenado em primeira instância por porte de arma de fogo com numeração raspada e possui antecedentes judiciais relacionados a formação de quadrilha e roubo a banco.

A candidatura do ex-prefeito foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em setembro, por três votos a dois, após questionamento apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

O MPE havia pedido a impugnação do registro argumentando, entre outros pontos, que a Justiça Eleitoral poderia impedir candidaturas de pessoas apontadas como vinculadas a organizações criminosas mesmo sem uma condenação penal definitiva, conforme a tese apresentada no processo.

Após a decisão favorável do TRE-SP, o Ministério Público recorreu ao TSE. Segundo o Metrópoles, o recurso foi protocolado em 23 de setembro e ainda aguarda julgamento. Caso a Corte Eleitoral acolha o pedido e indefira o registro, a decisão poderá produzir efeitos sobre o mandato conquistado nas urnas.

Na votação para deputado federal em São Paulo, Ney Santos obteve 118.566 votos, equivalentes a cerca de 0,5% dos votos contabilizados na disputa, resultado suficiente para sua eleição pelo Republicanos.

As suspeitas de ligação com o PCC fazem parte de investigações e acusações apresentadas pelo Ministério Público e são contestadas judicialmente. Em manifestação citada pela reportagem, a Promotoria afirmou: “Após sua saída do sistema prisional, os órgãos policiais e o Ministério Público continuaram a receber recorrentemente informações e notícias de que Claudinei é membro do PCC e que sua fortuna é constituída essencialmente de dinheiro proveniente do tráfico de drogas”.

O político já permaneceu preso por dois anos por roubo a banco e também teve período de inelegibilidade decorrente de condenação por abuso de poder econômico. Essa restrição terminou antes das eleições de 2026, permitindo que seu registro fosse analisado pela Justiça Eleitoral.

Com o resultado das urnas, a definição sobre a permanência de Ney Santos entre os deputados federais eleitos por São Paulo dependerá também do desfecho do recurso que tramita na Justiça Eleitoral.

Fonte: Brasil 247

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