Alckmin defende redução da maioridade penal em dia de votação da PEC da Segurança
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou, nesta quinta-feira (15), ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos no caso de crimes graves. A declaração foi dada durante agenda de campanha em Salvador, na Bahia, na qual esteve acompanhado pelo governador reeleito do estado, Jerônimo Rodrigues (PT).
A manifestação de Alckmin ocorre um dia após a oposição apresentar um acréscimo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para reduzir a maioridade penal. A medida é apontada como uma das principais bandeiras defendidas pelo senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. “Defendo a redução da maioridade, defendo 16 anos para crimes graves, como latrocínio, homicídio, crimes contra a vida. É possível”, afirmou o vice-presidente. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou para esta quinta-feira a votação em plenário da PEC da Segurança Pública.
Na mesma ocasião, Alckmin celebrou a aprovação da PEC que encerra a jornada de trabalho na escala 6×1. Durante a agenda, ele analisou a mudança de postura de Flávio Bolsonaro e do PL, que inicialmente eram contrários ao fim da escala 6×1 e defendiam o pagamento por horas trabalhadas, além da negociação direta entre empregados e empregadores.
Apesar da oposição inicial, Flávio e o PL votaram a favor da matéria no Senado Federal na quarta-feira (14). Diante de sinalizações do senador a aliados e empresários de que pretende revisar a alteração caso seja eleito, Alckmin criticou a conduta dos parlamentares. “Eles votaram por medo eleitoral e têm a ideia de mudar em seguida. Vamos ficar atentos à verdade, queremos fazer justiça para que o trabalhador possa estudar e cuidar da saúde e da casa”, declarou.
Questionado sobre a condução de um eventual ajuste fiscal em um quarto mandato do presidente Lula (PT), o vice-presidente defendeu que o corte de gastos não deve incidir sobre as aposentadorias. “Não é possível fazer um ajuste fiscal em cima do aposentado: 70% ganham um salário mínimo. Às vezes, eles não têm casa própria, são idosos e têm doenças, e você quer tirar deles R$ 40? Não, vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios”, pontuou.
Alckmin também comentou as queixas apresentadas nesta semana pela campanha de Lula contra a Meta, empresa responsável pelas plataformas Instagram, WhatsApp e Facebook, acusada de “tratamento desigual” e de irregularidades na entrega de conteúdos digitais. Ao demonstrar preocupação com o tema, o vice-presidente cobrou posicionamento da Justiça Eleitoral: “a Justiça eleitoral foi uma conquista, então é preciso ter isenção e segurança jurídica. É isso que se espera”.
Fonte: Brasil 247