Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos

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Por Bia Azevedo — Seu Dinheiro

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A oferta para tirar a Helbor (HBOR3) da bolsa já tem data para ir a leilão. Anunciada em julho pela HBR Realty (HBRE3), a operação recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o leilão foi marcado para 28 de outubro, às 15h, no horário de Brasília.

A atualização foi divulgada pela incorporadora em fato relevante na última segunda-feira (5). A oferta pública de aquisição (OPA) busca adquirir o controle da Helbor e cancelar seu registro como companhia aberta, com a consequente saída do Novo Mercado da B3.

Para quem tem ações da incorporadora na carteira, a proposta mantém um ponto central: o pagamento será em papéis da HBR Realty. O preço estabelecido é de R$ 2,52 por ação da Helbor, a ser liquidado com a entrega de 0,81553398 ação ordinária da HBRE3 para cada ação da incorporadora.

Na prática, o investidor que entregar suas ações na oferta receberá papéis da HBR, caso a operação seja concluída. O leilão será realizado no sistema eletrônico de negociação da B3.

A HBR quer reunir os negócios das duas empresas, que já têm a família Borenstein como controladora. Segundo a administração, a operação permitiria ampliar o acesso a terrenos, combinar as fontes de receita e reduzir custos, mantendo apenas a HBR listada na bolsa.

A proposta que derrubou as ações em julho

A proposta de tirar a Helbor da bolsa, anunciada em julho, não agradou aos investidores: as ações HBOR3 chegaram a cair cerca de 20% no pregão seguinte, enquanto os papéis da HBR Realty (HBRE3) recuaram quase 18%.

As duas companhias já são controladas pela família Borenstein. Com a operação, a HBR pretende reunir os negócios sob uma única empresa listada na bolsa, ampliando o acesso a terrenos, combinando fontes de receita e reduzindo custos.

Um dos principais atrativos, segundo o CEO da HBR, Alexandre Nakano, era o banco de terrenos da Helbor, com R$ 12 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) potencial. Desse total, 83% estava na capital paulista, com foco em projetos de médio e alto padrão.

A união também permitiria combinar as receitas recorrentes de aluguel da HBR com o caixa gerado pela venda de imóveis da Helbor, tornando a geração de recursos mais consistente ao longo do tempo.

Já o CFO, Alexandre Dalpiero, projetava uma economia de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões por ano com a eliminação de estruturas duplicadas. A expectativa era ainda elevar o volume médio diário negociado das ações da HBR de R$ 1 milhão para R$ 3,5 milhões, o que poderia ampliar o interesse dos investidores pelos papéis.

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Fonte: Seu Dinheiro

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