Ações da Americanas disparam mais de 20% após fim da recuperação judicial
Por Felipe Rabioglio — ICL Notícias
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(Folhapress) – As ações das Lojas Americanas disparam nesta terça-feira (20), após a Justiça do Rio de Janeiro encerrar a recuperação judicial da varejista, em decisão anunciada na noite de segunda-feira (19).
Por volta das 12h40, os papéis avançavam 21,94%, a R$ 7,28. Na máxima do dia, chegaram a subir 25%, a R$ 7,50.
A decisão foi tomada pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, que considerou cumpridas as obrigações do plano de recuperação judicial com vencimento em até dois anos após sua homologação, em fevereiro de 2024. A empresa havia pedido recuperação em janeiro de 2023.
O encerramento do processo, porém, não elimina a insatisfação de credores. Segundo o magistrado, eles ainda podem apontar descumprimentos do plano ou pedir a falência da companhia.
A principal resistência parte de credores com títulos em moeda estrangeira, os chamados bondholders. Eles alegam que seus créditos foram convertidos de dólares para reais sem autorização, o que teria resultado em pagamentos menores.
O que diz a Americanas
Em nota, o CEO da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a companhia implementou um plano de readequação nos últimos dois anos e apresentou indicadores crescentes de rentabilidade. Segundo ele, o ganho operacional aumentou R$ 500 milhões no período, enquanto a empresa registrou crescimento de 9,3% no primeiro semestre de 2026 e alta de 10,3% na receita bruta por metro quadrado no mesmo intervalo.
“A Americanas sofreu com todo o processo, mas sai mais forte e com fôlego renovado para retomar a posição de relevância no varejo físico brasileiro”, disse Soares.
Quando pediu recuperação judicial, em janeiro de 2023, a Americanas informou ter uma dívida de cerca de R$ 43 bilhões e mais de 16,3 mil credores. O pedido foi apresentado dias após a revelação de “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões em seu balanço.
As irregularidades envolviam, entre outros pontos, contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), usados para reduzir a contabilização de obrigações com fornecedores por meio de créditos fictícios. A fraude veio à tona em meio a dificuldades financeiras da companhia, que enfrentava juros elevados e dependia de linhas de crédito de bancos.
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Fonte: ICL Notícias




