Aço de alto valor agregado ganha espaço nas exportações do ES
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Publicado em 13 de Outubro de 2026 às 03:00
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As placas de aço seguem na liderança absoluta nas exportações de aço feitas a partir do Espírito Santo: US$ 721,4 milhões, alta de 12,2% em valor, de janeiro a julho de 2026. Mas o que vem chamando atenção é o avanço dos produtos de maior valor agregado. Os laminados planos e laminados de outras ligas de aço somaram US$ 62,6 milhões, um crescimento de 508,8% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os dados são do Boletim da Indústria Capixaba (BIC), produzido pelo Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo com base nos dados do Comex Stat.
“Essa transformação é muito relevante para o Espírito Santo, já que a pauta exportadora começa a incorporar novos produtos e a ganhar maior diversificação, reduzindo, ainda que de forma inicial, a concentração das exportações em produtos pouco industrializados”, assinala o presidente da Findes, Paulo Baraona. “Quanto mais etapas de transformação conseguimos desenvolver dentro do Estado, mais complexa se torna a nossa cadeia produtiva e maior é a demanda por profissionais qualificados. Isso significa ampliar as oportunidades de empregos de maior qualificação e remuneração, além de movimentar fornecedores e outros setores da economia. Por isso, agregar valor à produção, o que só conseguimos por meio da indústria de transformação, é também gerar mais valor para quem trabalha e para a economia capixaba”.
Ao todo, a indústria de siderurgia respondeu, nos sete primeiros meses do ano, por 16,4% de tudo o que o Espírito Santo vendeu para o exterior no período, chegando a US$ 969,8 milhões. Um crescimento de 23,8%.
“Ainda é cedo para afirmar que o avanço dos laminados já representa uma mudança estrutural na siderurgia capixaba, mas os investimentos anunciados pela ArcelorMittal apontam para uma trajetória nesse sentido. A ampliação da produção de aços de maior valor agregado, com foco no mercado interno e possibilidade de expansão das exportações, pode transformar um movimento ainda inicial em uma trajetória mais consistente de diversificação para o setor”, pondera a economista-chefe da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Marília Silva.
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Abdo Filho
Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.
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