Abin registra alta de grupos extremistas em meio à crise no STF

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) identificou um “crescimento expressivo” de grupos que discutem ações “extremistas e violentas” contra o Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à crise aberta na Corte após a sessão que debateu a conduta do ministro Alexandre de Moraes no caso Master.

A informação foi divulgada pela jornalista Daniela Lima, do UOL, com base em relatório de inteligência elaborado em 18 de setembro. Segundo o documento, a movimentação ganhou força em redes como WhatsApp e Telegram depois da sessão do STF realizada no dia 15 de setembro.

O relatório aponta que o crescimento desses grupos ocorreu principalmente a partir de discussões envolvendo ataques às instituições e à segurança do processo eleitoral. A Abin recomenda atenção especial a São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, localidades onde a movimentação foi registrada de forma mais incisiva.

O documento é produzido periodicamente e também encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por tratar de riscos que podem interferir no andamento das eleições gerais de 2026. No período analisado, entre 15 e 24 de setembro, o nível de alerta para ameaças à segurança do processo eleitoral foi classificado como “alto”.

O relatório trata de um acompanhamento de incidentes relevantes no contexto eleitoral e aponta aumento das ameaças às instituições durante a janela monitorada. O documento também registra novos casos de interferência em cidades onde o crime organizado exerce influência sobre a circulação de pessoas e o controle territorial.

Um dos pontos centrais do alerta da Abin é a rápida expansão de grupos extremistas violentos em plataformas digitais, articulados em torno da narrativa de “nepalização” do Brasil. A expressão faz referência aos protestos violentos ocorridos no Nepal em setembro de 2025, usados por esses grupos como modelo ou inspiração para mobilizações no país.

A sessão de 15 de setembro no STF discutiu a possível abertura de investigação sobre Alexandre de Moraes a partir de elementos reunidos pela Polícia Federal envolvendo o caso Banco Master. O julgamento foi suspenso após pedido de vista de Flávio Dino, em meio a divergências entre ministros da Corte.

Fonte: Brasil 247

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