A presa de um mamute guardou um diário químico que permitiu reconstruir viagens feitas há 17 mil anos

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Cientistas conseguiram reconstruir a trajetória de um mamute-lanoso que viveu no Alasca há 17 mil anos, utilizando as camadas de dentina de sua presa. Cada camada acumulada ao longo da vida do animal contém informações químicas relacionadas à sua dieta e ao ambiente em que viveu. Ao analisar essas camadas, os pesquisadores foram capazes de estimar os deslocamentos do mamute, mesmo sem encontrar vestígios físicos de suas pegadas. A técnica envolve a comparação de isotopos de estrôncio, que variam conforme a geologia das regiões, permitindo inferir áreas por onde o mamute pode ter passado. A pesquisa revela não apenas os caminhos percorridos, mas também indícios sobre as condições de vida do animal, como períodos de fome, evidenciados por alterações nos isótopos de nitrogênio.

Fonte: Catraca Livre

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